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sexta-feira, março 31, 2006

PSDB NUNCA MAIS

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Blogosfera lulista e petista sob ataque da direita

por Emiliano José

É tão grande o impacto dos blogs e site petistas que tucanos ameaçam processar quem divulgar, mesmo por e-mail, a famosa Lista de Furnas com nomes do PSDB e PFL...
É visível o crescimento da globosfera petista, principalmente com a virada do presidente Lula e do PT nas pesquisas de opinião. Os tucanos fazem carga e tentam acionar a Justiça para calar ou tirar do ar os blogs e sites independentes. Ameaçam processar o ator Antônio Grassi, presidente da Funarte, por ter enviado e-mail sobre a Lista de Furnas. Em meados de março, vários blogs foram sabotados. Muitos deles, inclusive, recomendam o site www.emilianojose.com.br. Mas já estão todos reativados, para o bem do Brasil. E viva a Internet livre.

CONFIRA AQUI QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS BLOGS SABOTADOS:

www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com
- Este blogs é editado pela pioneira Helena Sthephanowitz, de Piracicaba (SP) e ganhou fama depois que passou a ser citado pela grande mídia, e pela tropa de choque do PFL e PSDB na CPMI dos Bingos. Helena tem até comunidade no orkut dedicada a ela. Um sucesso.

www.grupobeatrice.blogspot.com/
- É alimentado por um coletivo que se define como defensores do PT e do presidente Lula. Faz interessantes análises da mídia. Na mais recente (22/03/06), identificou que a última revista Veja dedicou 44% de suas páginas a exaltar o PSDB.

www.blogdoonipresente.blogspot.com/
- É um blogs bem debochado. Diz que seu diretor presidente é Oni Presente. O diretor geral é Cabeção. Seu slogan é: Eu vejo tudo, nada pode passar despercebido, eu estou ao redor, acima e abaixo de você. Desce o pau em Noblat, depois que ele se vendeu ao Estadão, afirma.
http://nogueirajr.blogspot.com/
- Brasil, Brasil, é o nome do blogs do paulista Antônio F. Nogueira Jr. Bonito e competente. Tem música, artigos, sinopse de jornais. Recentemente (22/03/06) publicou artigo de Miguel do Rosário (Novae) sobre o caseiro Francenildo, segundo a ótica do dramaturgo Ricardo Noblat, do Estadão. É hilário e trágico.

CONFIRA AQUI BLOGS QUE RECOMENDAM O SITE DE EMILIANO:

www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/
Leia verbete acima.

http://portalmidiapetista.blogspot.com/
Editado por Helena Sthephanowitz acompanha a grande mídia, valoriza notícias favoráveis ao PT e ao governo Lula e volta e meia dá verdadeiros furos na imprensa escrita. É pau puro.

http://noticiasdopais.blogspot.com/
- Excelente blogs. Altamente politizado. No momento, publica matéria consistente listando 45 escândalos que marcaram os oito anos do governo FHC.

www.tucanoduto.blogspot.com/
- Junto com o blogs Amigos do Presidente Lula foi o principal responsável pela divulgação da Lista de Furnas completa, prestando excelente serviço ao Brasil. No momento (22/03/06), publica a Carta aos Petistas, do deputado Emiliano (PT-BA)

www.grupobeatrice.blogspot.com/
Leia verbete acima.

MAIS INFORMAÇÃO SOBRE A GLOBOSFERA PETISTA:
Grande mídia descobre a força da blogosfera petista
Ofensiva em torno da Lista de Furnas, sonegada durante muito tempo pela grande mídia, provocou crescimento e multiplicação da blogosfera petista independente.

Na coluna Toda Mídia, publicada na Folha de S. Paulo, Nelson Sá registra o renascimento da blogosfera petista e a debandada dos três principais colaboradores da blogosfera tucana. A blogosfera lulista cresceu, virou tema de um bloco inteiro do telejornal SBT Brasil, de Ana Paula Padrão. Ele esqueceu, mas, antes disso, o jornal Correio Braziliense publicou ampla matéria com grande repercussão nos estados, afirmando que na Internet a campanha começou.
São dezenas de blogs, mas alguns se destacam. Os blogs coletivos, como Os Amigos do Presidente Lula, Grupo Beatrice, Blog da Reeleição partem da cobertura dos sites da grande mídia e exploram, no momento, as notícias sobre a LISTA DE FURNAS, os escândalos da DASLU ou criticam a cobertura parcial da mídia. Há blogs - como o Bué de Bocas, Blog da Kika e Caia Fittipaldi - que se concentram em manifestar apoio a Lula.

Alguns sites de parlamentares acabaram reforçando o espaço petista na blogosfera. Os blogs www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/; www.tucanoduto.blogspot.com/ e o http://portalmidiapetista.blogspot.com/ recomendam alguns sites de parlamentares, entre eles, o do deputado Emiliano José (PT-BA), do deputado Paulo Serafim (PT-SC) e o da senadora Ideli Salvatti (PT-SC).

SITE NA CPMI DOS CORREIOS
Mais recentemente, o blogs http://noticiasdopais.blogspot.com/ também incluiu o site do deputado Emiliano José (PT-BA) em sua lista de recomendações. Na verdade, o crescimento do espaço petista ocorreu com a ofensiva na divulgação da Lista de Furnas pela Internet, em oposição ao silêncio da grande mídia. O site do deputado Emiliano chegou a ser citado na CPMI dos Correios, em tom acusatório, como um grande divulgador da Lista de Furnas na Bahia, por um parlamentar do PFL. Também gerou grande constrangimento a divulgação de uma relação com os nomes de 14 deputados baianos na Lista de Furnas, incluindo toda a bancada do PFL.
Surgiu até um endereço específico: http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com/ . Nestes blogs dois nomes se destacaram: Helena Sthephanowitz e Jussara Seixas. O conjunto dos blogs petistas independentes acabou se contrapondo aos blogs oficiais dos jornalões, como o Blog do Noblat (vendido no bom sentido ao Estadão) e o Blogs do Josias (nascido da Folha de S. Paulo), para citar apenas dois.
Infelizmente ainda não surgiram blogs baianos alternativos e politizantes. Este papel na Bahia está sendo exercido pelos sites oficiais do PT da Bahia, da Liderança do PT na Assembléia Legislativa da Bahia e por cinco sites de parlamentares estaduais da Bahia, entre eles o do deputado Emiliano José, que passou a ser recomendado na blogosfera nacional. Os sites de alguns deputados federais baianos, embora na maior parte desatualizados, também contribuem para a blogosfera petista. E todos continuam solenemente ignorados pela mídia regional.

http://www.emilianojose.com.br/texto_noticias.php?ID=846

Nem veja. Nem leia

por Emir Sader

Se você quiser saber tudo sobre o governo FHC, não leia o livro de auto-ajuda “A arte da política”, assinado pelo ex-presidente. Não leia, porque ali nada se explica sobre as privatizações, conluio com a grande mídia, a explosão da dívida pública e aprovação da emenda da reeleição.

Se você quiser saber como FHC foi fabricado como candidato para o Plano Real e não o Plano para o candidato;
Se você quiser saber como a inflação foi transformada na multiplicação da dívida pública em 11 vezes, pelo candidato que dizia que “o Estado gasta muito, o Estado gasta mal”, mas entregou o Estado falido a seu sucessor;
Se você quiser saber como o presidente dos EUA mandou seu assessor para apoiar a candidatura de FHC e ganhou, de quebra, o Sivam, para uma empresa financiadora de sua campanha;
Se você quiser saber como parlamentares foram comprados para que a Constituição fosse reformada e a emenda da reeleição, reformada;
Se você quiser saber como o conluio entre a grade mídia privada e o governo de FHC impediu que houvesse CPI da compra de votos;
Se você quiser saber como o país foi quebrado três vezes durante o governo de FHC, ao seguir rigorosamente as normas do FMI;
Se você quiser saber quanto e como se multiplicaram fortunas com a privatização das empresas públicas – o maior negócio de corrupção da história do Brasil;
Se você quiser saber quanto e como se multiplicaram fortunas com a brutal desvalorização da moeda em janeiro de 1999;
Se você quiser saber como e por que fracassou o governo de FHC, derrotado estrepitosamente nas eleições para sua sucessão;
Se você quiser saber estas e outras verdades fundamentais para entender o Brasil contemporâneo e por que o ex-presidente FHC é o mais rejeitado de todos os nomes aventados como candidatos à presidência da República;
Se você quiser saber por que seus correligionários disseram a FHC que calasse a boca, porque suas intervenções desastrosas ajudavam a recuperação eleitoral de Lula;
Se você quiser saber por que FHC não conseguiu nenhum cargo internacional – como era seu sonho – e tem que se contentar com o luxuoso escritório no Vale do Anhangabaú, montado por grandes empresários paulistas, em agradecimento pelo que lucraram durante seu governo;
Se você quiser saber por que FHC se tornou tão rancoroso diante do sucesso de Lula e de sua política externa;
Se você quiser saber dos vínculos sorrateiros da “Veja” com o ex-presidente, que deram – na única resenha da imprensa – capa do seu livro, apresentada por um escriba de plantão;
Se você quiser saber tudo isso e muito mais sobre o governo FHC, não leia o livro de auto-ajuda (para ele levantar sua decaída auto-estima), recém publicado pelo ex-presidente, decadente e marginalizado.
Não leia, porque nada disso está ali, senão autobajulações, autojustificativas, perfeitamente adequadas a que se esqueça antes mesmo de ler. Nem veja, nem leia.

Emir Sader é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".
http://cartamaior.uol.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3021

quarta-feira, março 29, 2006

Ética Tucana

PSDB evita criação de CPI da Nossa Caixa na Assembléia


por CHICO DE GOIS

O PSDB, que vive defendendo a instalação de CPIs no Congresso para investigar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impediu ontem, durante a reunião do colégio de líderes na Assembléia Legislativa de São Paulo, a criação de uma comissão para apurar possíveis irregularidades na Nossa Caixa.Com essa medida, já chega a 69 o número de pedidos de CPI arquivados contra o governo de Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência. Desde 2003, quando Alckmin tomou posse para seu segundo mandato, nenhuma CPI foi instalada pela Assembléia Legislativa.

O pedido de CPI da Nossa Caixa foi feito pelo deputado Renato Simões (PT) com base em reportagem da Folha que mostrou que o banco estatal beneficiou aliados de Alckmin na distribuição de anúncios. Entre os agraciados, segundo investigação do Ministério Público, estão os deputados Wagner Salustiano (PSDB), Afanázio Jazadji (PFL), Vaz de Lima (PSDB), Edson Ferrarini e Bispo Gê (PTB). Eles negam.O líder do governo na Assembléia, Edson Aparecido (PSDB), justificou a não-criação da CPI argumentando que o trabalho que seria feito "já foi realizado pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do Estado".

O líder do PT, Ênio Tatto, tentou, também sem sucesso, convocar na Comissão de Finanças e Orçamento, o ex-assessor especial de Comunicação do governo, Roger Ferreira, o presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo Monteiro, o ex-gerente de marketing Jaime de Castro Júnior, e o presidente da Contexto, Saint'Clair de Vasconcelos. Eles são citados como envolvidos na liberação da propaganda.Para inviabilizar a convocação, o deputado Vanderlei Macris (PSDB) pediu vista. Na sexta-feira, o PT tentará novamente convocar os quatro profissionais.Ontem, o corregedor da Assembléia, Romeu Tuma Júnior (PMDB), protocolou na Mesa Diretora um pedido de abertura de sindicância para apurar o caso.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2903200614.htm

O PSDB é o partido mais hipócrita da política brasileira. Em termos de hipocrisia e dissimulação, os tucanos abrem longa margem de distância do PFL. O neo-Arena, ao menos, é mais sincero nas suas falcatruas.
João

Pesos e medidas

por Soninha

Procurei, ao acaso, uma edição antiga da Folha de São Paulo para ver como estava sendo tratada a suspeita de desvio de recursos para compra de votos.

No dia 19 de junho de 2005, o caderno Brasil trazia esses quatro “chapéus” (isto é, as chamadas das matérias):

Escândalo do "mensalão"/O acusador
Escândalo do "mensalão"/Publicidade
Escândalo do "mensalão"/CPI
Escândalo do "mensalão"/Imagem

No último sábado, a palavra “mensalão” continuava bombando. O caderno Brasil de 25 de março de 2006 estava assim:

Escândalo do "mensalão"/Palocci em apuros (3 vezes seguidas)
"Mensalão"/Impunidade
"Mensalão"/Dança da impunidade
Escândalo do "mensalão"/Palocci em apuros (de novo)

No domingo...

Escândalo do "mensalão"/Dança das cadeiras
Escândalo do "mensalão"/Hora das conclusões
Escândalo do "mensalão"/Palocci em apuros

Tá lá: mensalão, mensalão, mensalão.

A palavra que o ínclito Roberto Jefferson usou na famosa entrevista à Renata Lo Prete para descrever o que seria um pagamento a deputados da base aliada do governo do PT. O termo “colou” tanto que a Folha chegou a usar assim: “Escândalo do mensalão/ eleições 2006: Marta e Mercadante disputam prévia para o governo do estado”. O que uma coisa tem a ver com a outra? Ah, “é tudo coisa do PT”, não é mesmo? Pois até o Caixa 2 de um deputado do PFL, que nunca foi da base de apoio do PT (o PFL é oposição, aliado do PSDB) foi chamado de “mensalão” -- quando absolveram o Roberto Brandt, disseram que ele era “mensaleiro”.

Pois bem. No mesmo domingo, uma reportagem detalhadíssima revelou: “O governo Geraldo Alckmin (PSDB) direcionou recursos da Nossa Caixa para favorecer jornais, revistas e programas de rádio e televisão mantidos ou indicados por deputados da base aliada na Assembléia Legislativa”.
A afirmação não deixa margem para dúvidas: “direcionou recursos”. Não usaram o “supostamente”. Por que? Porque a reportagem revela em detalhes como isso era feito.

A principal fonte de informações foi um gerente da Nossa Caixa que participava da operação e foi demitido. Por não querer pagar o pato sozinho, ele dedurou o esquema. Lembra a atitude do Roberto Jefferson, não? Que, ao ver a sua casa cair depois da gravação de propina nos Correios, resolveu levar alguém com ele para o fundo do poço. Mas existem três diferenças cruciais:

1) Jefferson se beneficiou do desvio de verbas; o gerente demitido, não. Um perdeu uma “boquinha”; o outro perdeu o emprego.

2) Jefferson falou pelos cotovelos, mas não tinha provas de nada. O gerente tem e-mails provando o que diz, tintim por tintim.

3) Jefferson era presidente de um partido e vendia seu apoio (a vários governos, aliás). O gerente apenas seguia ordens superiores...

Os anúncios negociados em troca de apoio na Assembléia eram tratados, em código, como “lixão”. Alguns colunistas chegaram a destacar esse termo, muito sugestivo, mas a Folha não quis usá-lo para descrever o caso. E nem recorreu aos já consagrados “mensalão” e “mensalinho”, como poderia – afinal, não se trata de uma acusação de compra de votos da base aliada? E apesar de ter depoimentos mais confiáveis do que de Roberto Jefferson, de ter provas mais contundentes de conduta desonesta do governo do estado, “batizou” a matéria assim:

Eleições 2006/Publicidade suspeita

Nada de “escândalo”... Nada de “mensalão”... Apenas a menção comedida, discreta a “publicidade suspeita”. “Suspeita”? Olha o que diz a própria Folha: “Documentos mostram que órgãos ligados a deputados foram agraciados com propaganda da Nossa Caixa a mando do Palácio dos Bandeirantes”. “Documentos mostram”; “a mando do Palácio dos Bandeirantes”... Por que não “escândalo”; por que só “suspeita”? (Até essa formulação da frase, com o verbo na voz passiva, dá uma suavizada na informação... Dizer “foram agraciados” é menos contundente do que dizer “o governo estadual agraciou”. Ou “governo Alckmin”, “governo do PSDB”... Alguém duvida que a Folha diria “governo Lula” ou “governo do PT”?).

Enfim, parabéns ao Frederico Vasconcelos pela reportagem, repleta de acusações de irregularidades (é, tem contratos suspeitos, sem licitação; pagamentos por serviços não comprovados; uso de verba oficial para campanha eleitoral, etc.). Parabéns à Folha por ter publicado com o destaque merecido... Mas é lamentável o tratamento condescendente dado a esse ESCÂNDALO.

(Ah, e como o mordomo, isto é, o Assessor Especial de Comunicação do Alckmin pediu demissão e saiu do governo, fica tudo bem, ninguém vai perguntar ao governador: “Ele decidia tudo sozinho? O senhor nunca soube de nada?”).

PS1: Hoje, terça, na capa do UOL, a chamada está assim: “Nossa Caixa – PT tenta CPI, mas aliados de Alckmin barram”. Nem lixão, nem mensalão: a chamada é “Nossa Caixa”. Chega a ser cândido!

PS2: Hoje também: “O governador Geraldo Alckmin (SP) informou que houve um erro formal na contratação das agências de publicidade responsáveis pela repartição das verbas, mas que um funcionário já foi punido”. 1) “Erro formal” – pronto, agora definitivamente “tucanaram o mensalão”, como diria o Zé Simão. 2) “Um funcionário já foi punido” – sim, o gerente que perdeu o emprego e agora revela que as ordens vinham lá de cima! Será que o governador nem leu o jornal?

http://gabinetesoninha.zip.net/

Pós-Palocci ou Pós-Neoliberalismo?

por Emir Sader

Ao escolher Guido Mantega para substituir Palocci, Lula, se aponta não para mudanças imediatas na política econômica, sinaliza sua disposição concreta de
que um segundo mandato presidencial terá outra ênfase: desenvolvimento e distribuição de renda.

Cena 1: Primeira reunião de Lula com Palocci e José Dirceu, em janeiro de 2003, duas semanas depois da posse do novo governo, para discutir o primeiro encontro do Copom com a nova equipe. Palocci chega com o diagnóstico do Banco Central sobre a “herança maldita”, sobre os riscos de ruptura, de descontrole inflacionário, propondo aumento da já exorbitante taxa de juros de 25%. Aceita-se os argumentos, mas se decide que se manterá a taxa de juros, “sinalizando um viés de alta”. Palocci segue seu caminho e no dia seguinte o Banco Central decide subir a taxa de juros anual para 25,5%. Subiu meio ponto, desprezível diante da taxa estratosférica, mas suficiente para demonstra duas coisas: a nova direção do Banco Central se autonomizava, apontava para o “mercado” que a política anterior seguiria adiante e, por outro lado, Lula aceitava. O poder incomparável de Palocci – adquirido na campanha eleitoral, com a “Carta aos Brasileiros” – se impunha dentro do governo de forma inquestionável.


Cena 2: Palocci entrega sua carta de demissão, 39 reuniões do Copom depois, por envolvimento evidente em irregularidades na prefeitura de Ribeirão Preto, em Brasília e na recente quebra do sigilo bancário da pessoa que o acusava. Vai depor na Polícia Federal, onde deve ser indiciado.
Ele foi, durante esses quase quarenta meses, a figura exponencial do governo.

Se havia um homem forte, era Palocci. Definiu as linhas gerais da política econômica de continuidade com o governo FHC – a quem saudou fraternalmente em um seminário em Salvador, confessando que havia mantido a política do governo anterior -, usou braço de ferro para contingenciar recursos dos ministérios sociais, impôs um brutal superávit fiscal, manteve a taxa de juros real do Brasil como a mais alta do mundo. Em suma, foi o responsável pelo baixo crescimento da economia brasileira, por seu viés exportador, pelos lucros recordes dos bancos.
Quando ele sai e é substituído por Guido Mantega – de trajetória desenvolvimentista -, o que muda? O governo vai sair do modelo? O pós-Palocci significa o anti-Palocci? O governo Lula muda suas orientações centrais sem o único homem forte que de fato teve até aqui?

A manutenção de Palocci no ministério serviria para Lula manter uma ponte com o grande empresariado, para o qual ele serviu de garantia. Sua substituição, se Lula quisesse manter as coisas do mesmo jeito, teria sido feita por alguém de sua equipe ou da do Banco Central, ou por Paulo Bernardo, que atuou de forma bastante harmônica com Palocci. Ao colocar a Guido Mantega, que teve enfrentamentos com Joaquim Levy, Lula aponta, não a mudanças imediatas na política econômica, mas sinaliza sua disposição concreta de que um segundo mandato presidencial terá outra ênfase: desenvolvimento e distribuição de renda.
Com esse gesto, Lula estende uma ponte na direção do empresariado industrial, outra na direção dos beneficiários das políticas redistributivas: as centrais sindicais, os movimentos sociais e todos os beneficiários diretos das políticas sociais. Ocupa um espaço que o cobertor curto da opção claramente neoliberal de Alckmin deixa descoberto.

Mas, principalmente, Lula aponta para que o segundo mandato a que ele se candidata será um mandato de saída do modelo, com o Estado funcionando como indutor do desenvolvimento e agente de expansão do mercado interno. É, portanto, uma escolha para o presente, mas principalmente para o futuro. Hoje, mantêm-se a política econômica, flexibilizando-a, mas Lula pretende apontar para uma política de saída do modelo herdado.

Emir Sader é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".
http://cartamaior.uol.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3015

PSDB deixa de lado debate sobre projetos e anuncia ataque a Lula

PSDB deixa de lado debate sobre projetos e anuncia ataque a Lula

Sob o comando do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, lideranças tucanas afirmam abertamente que, nos próximos meses, principal estratégia da campanha será uma grande ofensiva contra o presidente Lula. Diante do cenário de agravamento da crise política, qual a possibilidade de uma contra-ofensiva por parte do PT e do governo Lula?
Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior

PORTO ALEGRE - Após a demissão do ministro Antônio Palocci, está definida a estratégia do PSDB para as eleições presidenciais deste ano: nada de debate sobre projetos; de hoje em diante a ordem é uma só, bater em Lula, e bater forte. As lideranças tucanas avaliam que cometeram um erro em 2005 quando não adotaram essa estratégia no auge da crise do mensalão. Agora, a ordem é partir para cima do presidente da República. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos principais defensores dessa linha de atuação.Na noite de segunda-feira, o presidente nacional da legenda, senador Tasso Jereissatti (CE) deu a senha para o início do ataque: “com a demissão de Palocci, caiu o último pilar do governo Lula”. Em outras palavras, agora o alvo é o próprio presidente da República. Paulo Okamoto, o filho de Lula, CPI dos Correios, CPI dos Bingos: todos esses temas são armas de campanha daqui em diante, admitem abertamente as lideranças tucanas. A guerra foi declarada.Reina grande excitação no ninho tucano. No site nacional do partido, há gritos de guerra por toda a parte. Falando de Nova York, Fernando Henrique Cardoso disparou: “O que Lula está perdendo é o seu partido e o respeito. É muito difícil ser o chefe de Estado nesta situação. Vamos ver se ele é capaz de se recuperar, mas ele tem sido auto-destruidor”. No mesmo tom, Jereissatti acrescentou: “O presidente Lula deve explicações à sociedade brasileira por tudo isso que está acontecendo no país”.Para o senador tucano, instituições como a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, a Petrobras e os Correios estariam sendo “enlameadas” pela ação do atual governo. E o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) voltou a pedir que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) investigue a movimentação bancária de Paulo Okamoto, um dos caminhos preferidos dos tucanos para tentar atingir Lula (por conta de uma dívida de R$ 29,4 mil paga por Okamoto).O PSDB conta com o apoio de outros partidos de oposição nesta ofensiva. O senador Jefferson Peres (PDT-AM) defendeu nesta terça que o presidente Lula seja investigado. Para ele, o que está acontecendo é uma crise de governo. “O que aconteceu com a quebra de sigilo do caseiro é muito grave. A cadeia de comando chega ao ministro da Fazenda. Todas as personagens envolvidas neste triste episódio são ligadas ao partido e ao governo. Queremos saber se Lula tinha conhecimento”, disse Peres.O deputado federal José Carlos Aleluia (PFL-BA) também bateu forte: “Estamos chegando ao limite do desnudar do governo Lula. As pessoas estão começando a descobrir que Lula não montou um governo, mas montou uma organização quase criminosa. Um grupo de pessoas que, com ele, não têm compromisso com a ética. O problema não está em José Dirceu e nem em Antoni Palocci. Está em Lula”, disse Aleluia em entrevista à rádio Gaúcha, de Porto Alegre.A CONTRA-OFENSIVA DO PTAinda atordoado com os recentes acontecimentos que interromperam a tendência de recuperação do governo, apontada nas últimas pesquisas, lideranças petistas começam a esboçar uma contra-ofensiva. As denúncias feitas em reportagem da "Folha de São Paulo" sobre o uso irregular de verbas de publicidade no governo de Geraldo Alckmin (PSDB) pode ser o ponto de partida dessa contra-ofensiva. Na segunda-feira, lideranças do partido defenderam que o Ministério Público e a Polícia Federal investiguem a denúncia de que o governo Alckmin direcionou recursos da estatal Nossa Caixa para favorecer jornais, revistas e programas de rádio e televisão mantidos ou indicados por deputados da base governista na Assembléia Legislativa de São Paulo.O líder da bancada do PT na Câmara Federal, deputado Henrique Fontana (RS), defendeu a investigação do caso. “Não vamos fazer como os PSDB e o PFL que partem sempre do pressuposto da culpabilidade em relação ao nosso governo. A denúncia é grave mas é importante que seja investigada pelo Ministério Público e Polícia Federal”, disse ele, em entrevista ao Jornal do Brasil.Outro flanco tucano em São Paulo está relacionado às sucessivas CPIs engavetadas na Assembléia pela base de apoio do governo Alckmin. “É estranho que tão pouca coisa apareça das várias irregularidades ocorridas nos 12 anos de governo do PSDB em São Paulo”, observou o deputado Luciano Zica (PT-SP), lembrando propostas de instalação de quase 50 CPIs. Alckmin, lembrou Zica, tem uma maioria folgada na Assembléia Legislativa. “É contraditório a imprensa dar uma dimensão tão grande ao que acontece no nosso governo e fatos como esse do governo tucano demorarem a aparecer”, acrescentou.Mudando o teor de suas primeiras declarações sobre o caso, quando disse que nenhuma investigação era necessária, o governador Geraldo Alckmin admitiu nesta terça que a denúncia seja investigada pela Assembléia. “Não tem nenhum problema que a Assembléia investigue, chame as pessoas, abra CPI. O governo é totalmente transparente”, afirmou o candidato tucano à presidência da República.Mas talvez a melhor estratégia para o PT e para o governo Lula não seja aderir à guerra total convocada pelos tucanos e seus aliados. Várias pesquisas de opinião indicam que a maioria da população está cansada de “baixaria” no debate política e quer ver a apresentação de propostas e projetos para o país. Se o PSDB centrar sua estratégia nos próximos meses em ataques diretos contra Lula e se, fundamentalmente, a economia andar bem das pernas, o PT pode centrar seu discurso na apresentação de projetos para o país, projetos para um segundo mandato de Lula, e na comparação com os números do governo FHC.Neste sentido, a saída de Palocci e o ingresso de Guido Mantega na Fazenda pode ser um ponto positivo para uma contra-ofensiva desta natureza. Muito próximo a Lula, Mantega participou ativamente dos debates do Instituto Cidadania sobre um projeto de desenvolvimento para o país. Sua posição em defesa de uma redução mais rápida das taxas de juros conta com apoio de entidades empresariais e sindicais. Ou seja, se a economia confirmar a tendência de recuperação prevista para este ano, o PT e o governo teriam aí um espaço para sair da atual posição defensiva.Pesa também contra os tucanos e seu candidato o fato de que algumas de suas propostas para o país – que incluem novas privatizações, redução do tamanho do Estado e retomada das negociações com os EUA para a criação da Área de Livre Comércio das Américas – não contam com muita simpatia entre a população. Tudo isso vai depender, obviamente, que as principais lideranças do governo e do PT não cometam mais erros primários, abrindo novos flancos para tucanos e aliados. Nesta terça, o deputado federal Carlito Mers (PT-SC) resumiu assim o sentimento de muitos petistas diante dos últimos acontecimentos:“É muito erro atrás do outro, né? A sensação que eu tenho é de não acreditar no que aconteceu até agora. Isso só pode ter sido sabotagem. Foi muita ingenuidade. Porque ao invés de pedir investigação da Polícia do laranja do PSDB e PFL ele foi entregar documentos sigilosos para outros jornalistas? Não é possível tanta incompetência, meu Deus! Se o PT e o governo continuarem dando tiro no pé podemos ir embora para casa dormir”, desabafou, antes de entrar em uma reunião da bancada federal do partido para discutir os novos rumos da crise.

Até quando veremos esse tipo de disputa eleitoral? Como o próprio artigo diz, a população brasileira está cansada. PSDB quer atacar Lula, mas ainda não percebeu que como partido "de oposição" disputando eleições, deveria estar preocupado e trabalhando em projetos para o nosso país. É preciso estudar e procurar soluções e não usar como estratégia essa coisa ridícula de ataques ao Lula. Chega de ataques, queremos ver avanços!
Clair

terça-feira, março 28, 2006

Com o tucanato e seus comparsas, vamos regredir 40 anos em 4.

Comentário de leitor - Blog Cidadania.com

Texto retirado do Blog Cidadania.com de Eduardo Guimarães

Transcrevo lúcido comentário do leitor Júlio César Montenegro [julio@cerbras.com.br] 27/03/2006 14:46 :

"O que está acontecendo não é novidade. Quem observava a imprensa antes do golpe patronal/militar de 1964 assistiu à demonização do governo Jango, do partido trabalhista. Até as acusações de governo pró-sindicatos eram idênticas. Foi a mesma coisa dez anos antes quando quiseram dar o golpe pelas mesmas razões durante o governo do Getúlio. E a imprensa anti-nacional jogou um mar de lama no presidente, que se suicidou arrastando multidões furiosas às ruas e adiando o golpe. Foi igual no Chile em 1973, quando decidiram derrubar o presidente socialista Salvador Allende. Grande alarde da imprensa patrocinada pela empresa americana de telecomunicações ITT com ajuda da CIA, como já está documentado. Em 2002, a Veja derrubou o presidente eleito da Venezuela na própria capa, ecoando campanha midiática dos (tu)barões de lá e dos Estados Unidos, e dois dias depois Hugo Chávez voltava ao poder nos braços do povo. E está lá até hoje. É bom lembrar. Aliás, é ótimo lembrar!"

http://edu.guim.blog.uol.com.br/

Pefelista acusa Alckmin de propor publicidade em troca de silêncio

por LILIAN CHRISTOFOLETTI
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2803200630.htm

O deputado estadual Afanasio Jazadji, vice-líder do PFL, afirmou ontem que recebeu do próprio governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), uma proposta de repasse de recursos publicitários da Nossa Caixa para que o parlamentar deixasse de criticar o governo estadual. Jazadji disse não lembrar com precisão de quando isso teria ocorrido.Alckmin reagiu com irritação à declaração. "Ele nem esteve comigo. E Afanasio Jazadji é da oposição, faz oposição 24 horas por dia. Estranho, né? O governo está beneficiando a oposição?", afirmou.

Jazadji foi citado numa troca de correspondências eletrônicas entre um funcionário da Nossa Caixa e o presidente de uma agência de publicidade. O objetivo seria liberar dinheiro da Caixa para "acalmar" o parlamentar.O deputado ter sido procurado, mas recusado-se a participar da distribuição de verbas. "Eu teria ajuda desde que deixasse de criticar os secretários da Segurança Pública, da Administração Penitenciária e da Educação nos meus programas de rádio e de TV." Leia mais....

Será que o assunto será a próxima capa da VEJA? Será que vai ter destaque no Jornal Nacional? Será que o Boris Casoy vai encher a boca pra falar que isso é uma vergonha? Será que a "cientista" política Lucia "Hipopótamo" vai barbarizar a gestão Alckmin? Será que o ex-vendedor de empresas públicas e atual fofoqueiro político FHC vai falar que "a ética do PSDB é roubar"?
Óbvio que não. Essa história tem prazo de validade para sair da mídia de no máximo 48 horas.E semana passada Alckmin disse que "em São Paulo não tem ladrão". Bom, mas mentiroso é certeza que tem.


João

Imprensa mentirora. Oposição sórdida.

O "escândalo" da quebra de sigilo bancário do caseiro foi amplamente explorado pelos setores mais corruptos da mídia, com aquela conhecida parcialidade tucana. Com a quebra, provou-se que o caseiro, cujo pai é do PFL e o patrão do PSDB, recebera uma polpuda quantia de forma misteriosíssima. Mas isso não é relevante para a grande imprensa. Relevante é apenas o crime de quebra do sigilo do pobre caseiro, que no mínimo é um achacador do seu próprio pai, um chantagista de quinta categoria.

Enquanto a classe média procura taxas mais baratas em companhias aéreas como a GOL e a BRA, o caseiro foi visitar o "papi" de TAM em Teresina. Chegando lá falou pro seu papai: "Eu sou seu filho. Quero x pra ficar calado". O suposto pai, que disse nunca ter visto a mãe do rapaz mais gorda, surpreendentemente não quis nem fazer teste de DNA. Pagou e pronto. Segundo ele, para não desgastar sua família. Mais uma historinha mentirosa, inverossímil, que repetida um milhão de vezes pela imprensa virou verdade. O objeitvo da oposição era derrubar o ministro da Fazenda e enfraquecer o governo Lula. Com a ajuda da imprensa, a tarefa ficou muito mais fácil. Obviamente, a quebra de sigilo bancário do caseiro foi um absurdo injustificável, mas isso não pode encobrir a sujeirada oposicionista para desestabilizar o governo e prejudicar o país. A imprensa não acha relevante tornar público o fato do suposto pai do caseiro ser do PFL, muito menos que seu patrão é do PSDB. É o fim do mundo.

Quando Zé Dirceu foi atacado e cassado disse: "O próximo alvo da oposição é o Palocci". Dito e feito. Faz parte da estratégia da dupla dinâmica (oposição e imprensa) minar Lula e deixá-lo isolado. Assim o presidente chegaria enfraquecido para as próximas eleições em outubro. Imprensa e oposição não vão repetir os erros dos seus comparsas venezuelanos que focaram ataques à pessoa de Chavez. Sabem que mirar apenas em Lula poderia ter efeito reverso, com um grande apoio popular ao presidente. Mesmo motivo, aliás, pelo qual evitaram um processo de impeachment.

Não sei como algumas pessoas embarcam nessa história sem fazer uma reflexão minimamente crítica. O povo precisa ser alertado. Isso faz parte de uma tentativa de golpe branco. A saída de Palocci aconteceu por causa do aparecimento de um caseiro mentiroso, plantado pela oposição. Impossivel imaginar que pessoas tão experientes deixariam um simples caseiro assistir a distribuição farta de dinheiro proveniente de corrupção. Uma mentira mais do que óbvia.
Aguardem cenas do próximo capítulo.

João

sexta-feira, março 24, 2006

Heloisa Helena e seus abutres




Uma imagem vale mais do que mil palavras.

Quem que traiu o povo? Quem que traiu a esquerda? Quem são as "gangues partidárias"?

Hipócrita! Traidora! Golpista!

João

Direita suja, não coloque a mão no Lula


Fragilidades da mídia

por Eduardo do blog Cidadania.com

A indignação e a sensação de impotência que estão tomando os cidadãos bem-informados e sedentos de justiça que sabem das ligações políticas do caseiro Francenildo dos Santos Costa com o PSDB e o PFL e que vêem os meios de comunicação censurarem as notícias sobre essas ligações não devem impedir que procuremos raciocinar com lógica a fim de detectarmos os pontos fracos desses veículos, pontos fracos que, pela lógica (deles), os obrigam a agir como estão agindo. Imaginem só a correria nas redações quando saiu a notícia de que o caseiro havia recebido depósitos que somavam quase 40 mil reais em sua conta bancária. A mídia e a oposição haviam investido tanto no caseiro. E ele era tão promissor... Aparência de bom moço, humilde, fala baixa e mansa, tímido... E, com um nome desses!? Fran-ce-nil-do!!? Um achado! Mas, agora, fora desmascarado. Diriam de seu salário de 700 reais para uma conta bancária com dezenas de milhares de reais. E, ainda por cima, viriam à tona suas ligações fortíssimas com o PSDB e o PFL...

Peço a você, leitor, que reflita sobre a seguinte questão: só a oposição seria desmoralizada ou a mídia que lhe encampou toda a estória sobre o caseiro também se veria em papos de aranha diante da opinião pública? Mantenho diálogo com esses jornalistas pré-pagos há muitos anos. Já mantive intensas trocas de e-mails com a maioria dos mais famosos - ao menos com os de São Paulo. Sei muito bem como essa gente pensa e de como é capaz de torcer os fatos e acreditar na alquimia retórica que pratica. Sei como são espertalhões, ou melhor, como se acham os maiores espertalhões da Criação e como subestimam - para não dizer que desprezam - seus leitores. São de uma empáfia desumana. Sentem-se semideuses, pessoal!

Será que você percebe como o noticiário da Globo está absolutamente sintonizado com o da Folha, que, por sua vez, está absolutamente sintonizado com o da Veja, e assim por diante? Posso até ver a reunião supramidiática em que foi afinado o discurso e o tratamento que os meios de comunicação dariam em uníssono à questão. Transformariam a descoberta demolidora de que o caseiro havia sido pago para acusar uma das mais altas autoridades da República e condutor da economia do país, bem como o próprio governo - gerando, assim, tensão nos agentes econômicos e ameaçando toda a população brasileira -, num ato ditatorial de um governo "corrupto" que "viola direitos" de "humildes rapazinhos pobres". Só havia uma "pequena dificuldade". Porém, uma "dificuldade" que vai se mostrando cada vez maior. Refiro-me ao fato de que o patrão do caseiro é do PSDB e de aquele que esse caseiro diz ser seu pai biológico e doador dos 38 mil reais é do PFL. Essa "dificuldade" a mídia decidiu "contornar" acordando entre todos os veículos que a compõem que nenhum deles noticiaria as ligações políticas do caseiro coincidentes com o período imediatamente anterior à denúncia que fez contra o ministro da economia do Brasil. O primeiro passo desse processo consistiu em a mídia encampar inquestionavelmente todas as alegações do caseiro sobre a origem dos 38 mil reais depositados no curso do mês de janeiro ultimo.

Assim, o que valeu para a mídia não foi a movimentação real da conta do moço e sim os recibos de depósito que ele exibiu, que perfazem só 25 mil reais dos 38 mil efetivamente depositados. Foi mel na chupeta! Ou não? Estamos fazendo um trabalho muito importante. Até a manhã desta terça-feira (21/3), além de centenas de acessos que este blog recebeu mais de 30 cidadãos de todas as partes do país concordaram com a proposta de espalharmos panfletos pelas ruas de nossas cidades, oferecendo os fatos às pessoas e pedindo a elas, apenas, que não acreditem no que diz a mídia sem antes buscarem fontes de informação alternativas e ouvirem aqueles que essa mídia acusa, além de informarem a quantos for possível as ligações políticas do caseiro com a oposição. Precisamos continuar. Nosso esforço está repercutindo. Não somos tão rápidos quanto a mídia, mas, em alguns dias, muita gente de toda parte do país estará repercutindo a suspeita de que os meios de comunicação estão sonegando fatos.

As pessoas passarão a prestar atenção para ver se o Jornal Nacional, por exemplo, noticiará quem são o patrão e o "pai" do caseiro. E, depois, essas pessoas voltarão ao assunto com quem as informou sobre tais ligações. Assim, continuem deixando seus comentários e e-mails aqui que lhes enviarei o texto do panfleto do qual poderão fazer cópias e distribuírem em suas cidades. Eu sei que é trabalhoso e desgastante, mas o que estamos fazendo é o que se chama resistência, no sentido mais puro do termo. Forças minoritárias e incomparavelmente menos armadas estão enfrentando tropas armadas até os dentes com o que há de mais moderno. Assim, como por exemplo acontece no Iraque, onde guerrilheiros mulambentos estão enfrentando a maior força militar da Terra e, por incrível que pareça, cada vez mais parece que estão vencendo, travaremos guerras de guerrilha, fustigaremos o adversário, não nas avenidas, mas nos becos, nas vielas, onde ele menos esperar.

Conto com vocês. No pasarán!
http://edu.guim.blog.uol.com.br/

Pegue o panfleto com o Eduardo e divulgue!
Aproveite e visite o ótimo blog Cidadania.com
João

PM de São Paulo, uma das mais violentas do mundo

Após 12 infelizes anos sob gestão Alckmin, a polícia paulista é considerada uma das mais violentas do mundo. Reprime os movimentos sociais de forma sórdida e covarde, além de promover o genocídio silencioso nas periferias da capital paulista.

Deve fazer parte do projeto já declarado pelo compadre Bornhausen: "vamos acabar com essa raça".

João

Página da bancada do PT na Assembléia Legislativa
http://ptalesp.locaweb.com.br

Indicada pelos amigos da TRIBUNA PETISTA.

João


Fingimento é uma marca registrada do prefeito Serra. Ele finge que vai cumprir o mandato de prefeito até o fim. Ele finge que aceitou com tranqüilidade a candidatura de Alckmin. Ele finge que faz uma ótima gestão. E a mídia finge que acredita.

Serra é a personificação do fingimento.

João

quarta-feira, março 22, 2006

De caseiro à popstar

Oposição golpista

(...)
"Desde que Cabral aqui colocou os pés, uma mesma casta governa o país. Aí, nós ganhamos as eleições e, com 30 e poucos meses de governo, agora eles (oposição) querem que a gente já tenha feito o que eles não fizeram em 500 anos para ajudar o povo deste país. Porque no Brasil, enquanto o povo sofre, o Congresso Nacional ainda não conseguiu aprovar o Orçamento da União. Sem o Orçamento, a gente não pode fazer todo o investimento que precisa ser feito."
Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva.

Quando o PT era oposição, todos diziam que o partido fazia uma "oposição irresponsável". Agora, PSDB e PFL engessaram o país com CPIs ilegais e fazem de tudo para não aprovar o orçamento de 2006, sendo que já estamos quase em abril. O denuncismo barato parou o Brasil e pauta as redações dos jornais que não fazem nada mais do que botar lenha na fogueira das mentiras. Agora só se fala na história do caseiro, que é tão inverossímil que me faz crer que estou em "Alice no País das Maravilhas". O pai do caseiro é do PFL e o patrão do PSDB, e pasmem, a imprensa não considera essas informações relevantes na cobertura do caso. É tanta armação, falcatrua, dissimulação e hipocrisia que chega a embrulhar o estômago.

Será que esses caras querem o bem do país? Ou querem apenas "tirar essa raça do poder"?

João

O Caso Francenildo ou Como a Oposição Rompe os Limites da Irresponsabilidade

por Helena

Está ficando progressivamente claro e óbvio que senadores da oposição estão rompendo todos os limites da irresponsabilidade ao utilizar um jovem mentiroso compulsivo e paranóico no seu ataque terrorista a instituições nacionais.

Em sua irresponsabilidade, a oposição ( PSDB, PFL, PSOL e, pasmem, até o PPS do dep. Roberto Freire ), manipula as situações e de forma terrorista envolvem, entre outros: o Presidente da República, o Ministro da Fazenda, a Polícia Federal e a Caixa Econômica Federal.A condição psicopatólógica do "caseiro" Francenildo ( de paranóico e mentiroso compulsivo ) e suas mentiras estão sendo progressivamente aclaradas. Assim, já está claro que ele mentiu em relação às suas movimentações financeiras e à Polícia Federal. Estão sendo desvendadas suas mentiras, e até chantagens, em relação ao empresário Eurípedes Soares no e aos seus delírios em relação às ocorrências em seu local de trabalho.

Acochados pelos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Antero Paes de Barro (PSDB-MT), Arthur Virgílio (PSDB-AM)Efraim Morais (PFL-PB), Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), José Agripino Maia (PFL-RN),Heloisa Helena (PSOL-AL) e outros menos exibicionistas, decidiram aproveitar o estado psicopatológico do "caseiro" Francenildo e o episódio da divulgação de seus extratos bancários para tentar reviver a atmosfera de crise moral que levou à queda de popularidade de Lula no ano passado. Na escalada em direção a Lula, a oposição elege também como escadas o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, amigo pessoal do presidente da República e Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente da República.

Note-se que, em sua sanha denuncista e oportunista, o PFL cuidou até de desenvolver uma campanha publicitária fascista contra o próprio Presidente da República. Urge, reagir com firmeza, alertar a população esta manipulação oportunista de mentiras e acionar, com presteza, todos os órgãos públicos de defesa das instituições contra estas ações oposicionistas terroristas, que visam, claramente, a derrubada do Governo Lula.

Helena (Blog dos Amigos do Presidente Lula)

terça-feira, março 21, 2006

45 motivos para não votar no Alckmin

http://45motivos-para-nao-votar-alckmin.blogspot.com/

Divulguem.

segunda-feira, março 20, 2006

2006 será fundamental para a esquerda brasileira

Em qualquer roda de bate-papo com sabichões da classe média, se você disser que existe um claro complô da mídia e oposição contra o governo Lula, vão dizer que você é um louco, um fanático, um lunático que encara política como torcedor de futebol, que isso è "teoria da conspiração", uma mania de esquerdista. Muitos companheiros devem passar por isso no cotidiano. É como aquela máxima direitista: "Se você não é de esquerda quando jovem, não tem coração. Se continua de esquerda quando adulto, você é burro." Os setores conservadores da sociedade brasileira estigmatizaram a idéia de que ser de esquerda é ser "bobinho", ingênuo, idealista, fanático. Como se a esquerda se resumisse unicamente à Heloisas Helenas e Babás.

Esse discurso que desqualifica a esquerda brasileira se intensificou ainda mais com a crise política em curso desde o ano passado. Tão intenso, que até companheiros petistas acabaram ajoelhando no milho e vestindo uma carapuça que não lhes é devida. Basta ver a postura da bancada petista no início da crise. Assistiu com cara de culpada ao show da hipocrisia oposicionista suportada pela grande mídia . Demoraram para enxergar o golpe sujo que foi minuciosamente arquitetado para derrubar o governo Lula. Acordaram, mas ainda defendem o PT de forma tímida, enquanto os líderes oposicionistas atacam de forma virulenta e sem dó. Até ameaças covardes de agressão física ao presidente já pudemos presenciar em pleno plenário.

Os parlamentares do PT precisam resgatar a velha garra petista na defesa do governo. Chega de assistir calado esse denuncismo barato em que nada é comprovado, enquanto os arautos da corrupção se fazem de éticos e assim preparam terreno para as eleições de outubro. Essa reeleição será um acontecimento de extrema importância para a esquerda mundial, principalmente a latino-americana, pois irá demonstrar a grande capacidade de resistência da esquerda frente à força da dupla dinâmica elites+ mídia. Hugo Chávez venceu essa mesma árdua batalha na Venezuela. E não foi fácil. Vencer as eleições é uma coisa, se preparar para o contra-golpe é muito mais complicado. E para isso é necessário ter consciência histórica dos acontecimentos.

Fazem chacota da filósofa Marilena Chauí quando ela diz que essa crise forjada pela mídia não passa de um instrumento de ataque das elites dentro de uma clara luta de classes. Isso é pura luta de classes. Para os intelectualóides tucanos que infestam as redações dos jornais, isso não passa de mais um anacronismo infantil de uma velha intelectual marxista ultrapassada. Irão argumentar: "que luta de classes é essa em que o Lula favorece os banqueiros e se alia ao PL?". Como se em uma luta não existisse tática, estratégia ou concessões.

Companheiros, não se enganem! Isso é pura luta de classes. 2006 será muito mais importante que 2002 na afirmação das conquistas populares.

Chegou a hora de lutar pra valer.
Essa é a hora.

João

Texto enviado por leitora do blog

por Rita de Cassia Tiradentes Reis

SE ANALISARMOS, DESDE O COMEÇO, ESSA HISTÓRIA TODA TEREMOS O SEGUINTE- O SR BOB JEFFERSON, VELHO PILANTRA DO RIO DE JANEIRO, LIGADO AO ESQUADRÃO DA MORTE, CUJA VIDA PÚBLICA COMEÇOU NO NEFASTO POVO NA TV, PROGRAMA LIGADO À SCUDERIE LE COQ, GRUPO DE EXTERMÍNIO DO RIO DE JANEIRO, DE GRANDE ATUAÇÃO NA BAIXADA FLUMINENSE; DA TROPA DE CHOQUE DE FERNANDO COLLOR DE MELO E, POR UM DESSES AZARES IMENSOS, ALIADO NOSSO NO SEGUNDO TURNO DA ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE, VINDO COMO APÊNDICE DO APOIO DO PPS, SEU ALIADO DE PRIMEIRA HORA; NUMA ESTRANHA ATITUDE, MOVIDO P0R UM IMPULSO QUALQUER, DETONOU UMA HISTÓRIA FANTASIOSA, COM UM TAL DE MENSALÃO, DE IMAGINAÇÃO FÉRTIL E DE NENHUMA BASE COMPROBATÓRIA;
O QUE HÁ DE INTERESSANTE É A EXISTÊNCIA DE UM CAIXA DOIS NA CAMPANHA DO PT E ALIADOS, COISA DE CONHECIMENTO ÓBVIO DESSE VERME, JÁ QUE O MESMO, PARA NOSSA INFELICIDADE, MUITO MAIS DO QUE PELOS VOTOS QUE PODERIA TRAZER, ERA ALIADO DE ÚLTIMA HORA.CLARO QUE ELE CONHECIA DELÚBIO, MARCOS VALÉRIO, SPMB, DNA, FERNANDA KARINA E OUTROS MENOS VOTADOS.


INTERESSANTE A HISTÓRIA DO REPASSE DE 4 MILHÕES DE REAIS, NEGADAS VEEMENTEMENTE POR JOSÉ GENOÍNO, ESSA QUANTIA QUE NUNCA APARECEU SERIA POR ACASO O QUE FOI PAGO A ESSE VERME POR QUEM INTERESSAVA DESESTABILIZAR LULA? TUDO LEVA A CRER QUE SIM, POIS NUNCA VI NINGUÉM TER O MANDATO CASSADO, SER CHAMADO DE LADRÃO POR TODOS E COMEMORAR ESSE FATO, O FATO DO DEVER CUMPRIDO.
A AGENCIA DO BANCO RURAL CITADA ERA DE CONHECIMENTO DO MESMO, JÁ QUE ELE CIRCULAVA LIVREMENTE ENTRE AQUELES PARA QUEM O DINHEIRO FOI REPASSADO, DINHEIRO DE CAIXA DOIS, OBVIAMENTE.


QUERO SABER QUEM RECEBIA OS 30 MIL REAIS MENSAIS A QUEM SE REFERIU O CRÁPULA? NÃO APARECEU NINGUÉM E A NOSSA MEMÓRIA ENCURTADA PELA AVALANCHE NÃO REPAROU NISSO.
A PRESENÇA DE POLÍTICOS DO PT E DOS PARTIDOS ALIADOS, PP, PL E PTB, NA RELAÇÃO DOS SACADORES É ÓBVIA NESSA OPERAÇÃO DE CAIXA DOIS.
ALIÁS, PELO QUE ME CONSTA, ESSA FORMA DE ARRECADAÇÃO FOI ENSINADA PELO PSDB MINEIRO, DO SENHOR AÉCIO NEVES E DO PFL MINEIRO, DO SENHOR CLÉSIO ANDRADE, E USADA SOB A INFELIZ INSPIRAÇÃO DE VIRGÍLIO GUIMARÃES, SOB ORIENTAÇÃO DESSES DOIS PARTIDOS.


A PARTIR DESSA HISTÓRIA DETURPADA SOB NOSSOS OLHOS APÁTICOS E OMISSOS, SURGIRAM OUTRAS ALIMENTADAS POR PESSOAS DO NÍVEL DE UM BANDIDO COMO O ROGÉRIO BURATTI, CONDENADO POR LAVAGEM DE DINHEIRO E, QUE COM O APOIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO TUCANO, SEM NENHUMA PROVA, SEM NEXO, SEM SENTIDO, TENTOU, NUMA CHANTAGEM QUE DEU RESULTADO CLARO, POIS NÃO ESTÁ PRESO, APROVEITANDO-SE DO FATO DE TER SE CASADO COM UMA PROSTITUTA, DA AGENCIA DA CAFETINA DE BRASILIA, E DO FATO DE, ESTANDO TÃO PRÓXIMO DESSA, CONHECER O METIER DAS GAROTAS DE PROGRAMA, NUMA FARSA, ENVOLVER POLÍTICOS, INCLUSIVE PALOCCI, NESSE IMBRÓGLIO.
A COISA CHEGOU AO AUGE, QUANDO O TONINHO DA BARCELONA DEPÔS, NA TENTATIVA DE MINIMIZAR A PENA.


ISSO TUDO OCORRENDO SOB NOSSOS OLHOS, E O PT SEM AÇÃO, NUM PROCESSO DE AUTOFAGIA PERMITINDO QUE TUDO OCORRESSE DA MANEIRA QUE A OPOSIÇÃO QUERIA.
CHEGA AO MOMENTO ONDE O RELATÓRIO DA CPÍ FOI APROVADO CONFIRMANDO O INEXISTENTE MENSALÃO, E NOSSOS COMPANHEIROS QUIETOS, OMISSOS, DEIXAN DO O BARCO CORRER E, PERMITINDO QUE O EDUARDO AZEREDO E CORJA GANHASSEM O TÍTULO DE CAIXA DOIS, E O NOSSO CORRUPÇÃO ATIVA.
NUM PROCESSO DOLOROSO, DESPIDO, EXPOSTO, O PT FAZ CONVENÇÃO E TENTA SE REORGANIZAR, E O MENSALÃO ACEITO COMO VERDADE ABSOLUTA.
A IMPRENSA VENDIDA E DESCARACTERIZADA, PAU PURO, BORDUNA DIRETO NAS COSTAS DE LULA, NESSA ALTURA DO CAMPEONATO, ISOLADO E SEM PARTIDO DE SUSTENTAÇÃO.
ALGUNS DOS NOSSOS, POR FRAQUEZA DE CARÁTER OU AUSÊNCIA DE CARÁTER SE DEIXAM LEVAR E VÃO PARA O PARTIDO DA VACA LOUCA, O PSOL. O CRISTOVAM BUARQUE, COM CIÚMES DO TARSO GENRO, FERIDO NO SEU NARCISISMO ABSOLUTO, EMBARCA NO MORIBUNDO PDT.
E O PT HIPNOTIZADO, INERTE, DEIXANDO O BARCO CORRER.
LULA, ISOLADO, VOLTA OS OLHOS PARA QUEM O ELEGEU, PARA QUEM, REALMENTE O TRANSFORMOU EM PRESIDENTE, O POVO BRASILEIRO;
A IGREJA CATÓLICA, AMORDAÇADA POR UMA ORIENTAÇÃO CONSERVADORA E ELITISTA DE SEUS LÍDERES QUE DÃO VOZ SOMENTE A OPUS DEI E ADJACÊNCIAS, CHEGA AO PONTO DE CHAMAR LULA DE CAÓTICO, E O PT CALADO.


O REENCONTRO DE LULA COM O SEU POVO QUE, NUMA AUTO-CRÍTICA FEROZ NÃO SOMOS NÓS NÃO, SOMOS SIMPLESMENTE VAGÃO, EMBORA NOS REVESTIMOS DE LOCOMOTIVA, FOI EMOCIONANTE.
A OPOSIÇÃO CONTINUANDO A ALIMENTAR EM FOGO BRANDO A CRISE, JÁ QUE, ALÉM DE NÃO TER ELEMENTOS PARA O IMPEDIMENTO DO PRESIDENTE NÃO TINHA, NÃO TEM E NUNCA TERÁ O APOIO DO POVO, MANTEVE O PT CALADO, OMISSO, FRAGILIZADO.
A POLÍCIA FEDERAL ISENTOU LULA DE QUALQUER RESPONSABILIDADE E NEM POR ISSO ERGUEMOS NOSSA VOZ.
E, NEM POR ISSO ACORDAMOS.
O CRESCIMENTO DE LULA EM TODAS AS PESQUISAS MOSTROU O QUANTO ELE É MAIOR QUE NÓS, O QUANTO ELE É, REALMENTE UM LÍDER MAIOR QUE A GENTE IMAGINAVA.
TENHAMOS A CORAGEM DE LUTAR, ACORDAR E REAGIR COM GARRA, COM DETERMINAÇÃO, COM EMOÇÃO E COM VERDADEIRO SENTIDO DE CIDADANIA.
A NOSSA OMISSÃO QUASE LEVA AO PODER ESSA TURBA, CULPA NOSSA, MEA CULPA. MINHA TÃO GRANDE CULPA.
É HORA DE ARREGAÇAR MANGAS, DE, SE NÃO CONSEGUIRMOS SER O BRAÇO DE LULA, PELO MENOS SERMOS AS PERNAS.
A CASSAÇÃO DE JOSÉ DIRCEU É OUTRO CAPÍTULO. QUE PROVA EXISTEM CONTRA ELE?
NADA MAIS QUE A PALAVRA DE UM ROBERTO JEFERSON, E A GENTE OMITINDO-SE DE NOVO, COMO SEMPRE.


ALCKIMIN É PERIGOSO? OPUS DEI PERIGOSA? MUITO MAIS PERIGOSOS SOMOS NÓS COM NOSSA APATIA, COM NOSSO SILÊNCIO, COM NOSSOS SENADORES, DEPUTADOS, FAZENDO PAPEL DE IDIOTAS OU DE OLIGÓIDES COMO O SR EDUARDO DIAZEPAM SUPLICY, HOMEM DE CARÁTER, PORÉM DE CURTA INTELIGÊNCIA E NARCISISTA, FACILMENTE ENGABELADO POR QUALQUER ELOGIO VINDO DE QUALQUER BANDIDO QUE O BAJULE.
VEM, VAMOS EMBORA
QUE ESPERAR NÃO É SABER
QUEM SABE FAZ A HORA
NÃO VAMOS ESPERAR ACONTECER
SENÃO A GENTE ATRAPALHA .

A LUTA É AGORA E SEMPRE!!!!!!!!

Rita de Cassia Tiradentes Reis

sexta-feira, março 17, 2006

As perguntas que não querem calar

Quem está pagando o caríssimo advogado do caseiro?

Será que o caseiro conseguiu juntar todas as suas economias?

Por que o caseiro da casa só surgiu meses depois do início do tal escândalo?

Por que será que os casos de corrupção do governo Alckmin são tratados com pouca importância na mídia?

Por que a CPI não chama o lobista Nilton Monteiro para depor?

Por que será que o assunto Lista de Furnas bateu asas e voou?

Por que será que não divulgaram o decreto de prisão do caixa de campanha tucano e ex-diretor do Banco do Brasil na gestão FHC?

Por que será que a imprensa não faz todos esses questionamentos?

Por que?

João

CENSURA? Blogs de defesa do governo são retirados do ar.

Depois de um caseiro aparecer meses depois do escândalo, protegido por um dos melhores e mais conhecidos advogados de Brasília, agora é a vez de blogs ligados à defesa do governo Lula serem misteriosamente retirados do ar. Não dá pra acreditar que o problema seja do site Blogspot.com, até porque outros blogs hospedados no mesmo continuam acessíveis. Os blogs que estão inacessíveis são:

Os Amigos do Presidente Lula
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

Grupo Beatrice
http://www.grupobeatrice.blogspot.com/

Blog do Onipresente
http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/

Brasil Brasil
http://nogueirajr.blogspot.com/

Do mesmo jeito que é inverossímil a história do caseiro que tem cacife pra bancar o advogado de 9 entre 10 políticos, também é estranhíssimo esse sumiço repentino de vários blogs defensores do governo. Será que é apenas um problema técnico? Ou os bichos escrotos estão mexendo seus pauzinhos mais uma vez? Fica a pergunta.

João

quinta-feira, março 16, 2006

Esse é o nível da nossa oposição

Tasso troca xingamentos com deputadodo PFL e piora relação tucano-pefelê

por Fernando Rodrigues

Fechou geral o tempo entre PSDB e PFL. Ontem, por volta das 17h, houve uma pesada altercação entre o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e o deputado federal Pauderney Avelino (AM), que ocupa o cargo de 2º secretário na direção nacional pefelista.
Tasso irritou-se com uma entrevista que Pauderney havia dado na terça-feira, sobre a escolha de Geraldo Alckmin como candidato tucano a presidente da República. À TV Globo, o pefelista apenas falara o óbvio: que o nome mais competitivo, no momento, do PSDB era o prefeito José Serra.
Pois ontem à tarde, Pauderney foi até o plenário do Senado para conversar com o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), líder tucano na Casa. Encontraram-se no corredor central do plenário. Próximos aos dois estavam os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e José Agripino (PFL-RN). Na tribuna, discursava Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Daí, segundo este blog apurou, deu-se, aproximadamente, o seguinte diálogo:

Tasso [dirigindo-se a Arthur Virgílio, que conversava amistosamente com Pauderney] – Ele [apontando para Pauderney] é do PSDB? Já entrou no partido?
Pauderney – Ainda não. Mas posso entrar [em tom de brincadeira].
Tasso [ríspido] – Não entra, não! Porque eu veto!
Pauderney [expressando estranheza] – Arthur, ele está brincando...?
Tasso [ríspido, em tom forte de cobrança] – Como você vai para a televisão, para a Globo, para falar mal do nosso candidato?
Pauderney – Arthur, o que é isso? Não estou acreditando...?
Tasso [aumentando o tom de voz] – É para acreditar, sim!
Pauderney [agora, já alterado e falando alto] – Olha aqui, ô rapaz, eu falo o que eu quiser, da forma que eu quiser. Não é você quem vai me amordaçar. E saiba que eu falei como possível aliado do PSDB.
Tasso – Eu não quero o seu apoio!
Pauderney [voltando-se para Arthur Virgílio, em tom de certo desdém] – Arthur, vocês começaram muito bem...
Tasso [irritadíssimo, quase gritando] – Vai se foder!
Pauderney – Vai se foder você!

Seguiu-se então a tradicional operação do deixa-disso. De outra forma, os dois políticos se atracariam no meio do plenário do Senado.
Ontem de noite, o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), tinha um encontro com Tasso (que já estava agendado antes da altercação). Tasso não apareceu.Como se vê, a oposição está à beira de um ataque de nervos.


http://uolpolitica.blog.uol.com.br/index.html

Agenda de Alckmin prevê retomada da ALCA e privatizações

Agenda de Alckmin prevê retomada da ALCA e privatizações

Candidato tucano já discute linhas gerais de seu programa de governo com um grupo apelidado de "República dos Bandeirantes". Entre as propostas estão a retomada das privatizações, o fim do Ministério de Desenvolvimento Agrário e defesa da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).
Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior

Ao ser anunciado como candidato do PSDB à presidência da República, o governador de São Paulo anunciou alguns princípios gerais de seu programa de governo. Entre eles, os da eficiência e do combate ao desperdício na esfera do Estado. Alckmin já vem discutindo há algum tempo a aplicação concreta destes princípios com um grupo de especialistas reunidos por ele e que já recebeu o apelido de "República dos Bandeirantes". Uma das principais idéias que orienta o grupo é "choque de gestão".Reforma trabalhista radical, com corte de encargos e direitos; privatização de todos os bancos estaduais; fusão dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário; adoção da política do déficit nominal zero; redução de despesas constitucionalmente obrigatórias em áreas como saúde e educação; menor peso ao Mercosul e retomada das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca): essas são algumas das idéias defendidas pelo grupo que vem se reunindo com Alckmin, com o objetivo de desenhar o esboço de um eventual programa de governo.Em matéria publicada em 9 de janeiro deste ano, o jornal "Valor Econômico" anunciou: “Alckmin toma aulas para campanha”. Segundo a matéria, o ex-presidente do BNDES e ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros já se destaca como provável homem forte da “República dos Bandeirantes”.Já participaram de reuniões da “República dos Bandeirantes”, entre outros: Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações de FHC), Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central), Paulo Renato de Souza (ex-ministro da Educação de FHC), Roberto Giannetti da Fonseca (empresário, ex-secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior), Sérgio Amaral (ex-ministro do Desenvolvimento e ex-porta-voz da Presidência da República durante o governo FHC), Xico Graziano (ex-presidente do Incra e ex-secretário da Agricultura de São Paulo), Arnaldo Madeira (ex-líder de FHC na Câmara e atual secretário da Casa Civil de SP), Raul Velloso (especialista em contas públicas) e José Pastore (sociólogo, especialista em relações do trabalho). As “aulas” deste grupo a Alckmin têm um objetivo claro: “o governador está em processo de entendimento dos problemas nacionais”, disse Mendonça de Barros ao "Valor".

DÉFICIT NOMINAL ZERO
Repercutindo o mesmo tema, a "Folha de São Paulo" publicou em 10 de janeiro: “Alckmin já prepara plano econômico”. A matéria também fala das reuniões da “República dos Bandeirantes”, destacando conversas de Alckmin com Armínio Fraga e o economista Yoshiaki Nakano, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo a Folha, “Alckmin pretende utilizar na campanha as lições que tem recebido”. “Ele tem defendido, por exemplo, a idéia de déficit nominal zero, uma proposta antiga de Yoshiaki Nakano, um dos seus interlocutores mais freqüentes”, acrescenta. Segundo essa proposta, o governo teria que ter receitas para pagar todas as suas despesas, incluindo aí os gastos com juros da dívida pública. Como não há espaço para aumento da carga tributária, a proposta prevê o corte de despesas pelo governo e o aumento do limite de desvinculação de receitas da União.Além de procurar “entender os problemas nacionais”, Alckmin também teria como objetivo, através das reuniões, demarcar aquela que seria uma de suas principais diferenças em relação ao prefeito de São Paulo, José Serra, outro líder tucano que postulava a candidatura à presidência da República. Serra seria centralizador e Alckmin um gestor moderno que governaria com especialistas. Com o fim dessa disputa, Alckmin dedica-se agora ao detalhamento de sua agenda para o Basil.As idéias dos especialistas ouvidos por Alckmin dão uma idéia dessa agenda que está em construção. Roberto Giannetti da Fonseca, por exemplo, segundo a reportagem do "Valor Econômico", é “pouco simpático ao Mercosul no formato atual, cobra evolução mais rápida dos acordos comerciais com a Alca e as negociações com a União Européia”. Já o sociólogo José Pastore “propõe uma reforma trabalhista radical, com corte de encargos e direitos”. Além disso, é um crítico da obrigatoriedade do abono de férias e o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no formato atual. O deputado Xico Graziano, por sua vez, defende a fusão dos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário e a criação de uma agência reguladora voltada exclusivamente para o agronegócio. E Raul Velloso propõe a redução de despesas constitucionalmente obrigatórias em áreas como saúde e educação.

CHOQUE DE GESTÃO E PRIVATIZAÇÕES
Apontado como “homem forte” do grupo, Luiz Carlos Mendonça de Barros defende uma redução mais rápida da taxa de juros para conter a valorização do real. Considerado um dos principais representantes da ala desenvolvimentista do governo FHC – que acabou derrotada pela ala do ex-ministro Pedro Malan – Mendonça de Barros não propõe mudanças profundas em relação ao modelo atual. Se, por um lado, é crítico da política de juros praticada hoje pelo Banco Central, por outro, ficou ao lado do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na recente polêmica com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, crítica da tese do déficit nominal zero e defensora do aumento de investimentos nas áreas social e de infra-estrutura. Definida a candidatura Alckmin, um dos carros-chefe de seu programa deve ser o discurso do “choque de gestão” a ser aplicado no Estado brasileiro, proposta que representa uma variação das teses do estado mínimo.Outra proposta da agenda tucana para o país que caminha nesta direção diz respeito às privatizações. Em entrevista concedida ao jornal "O Globo" (15 de janeiro de 2006), ao ser indagado se pretendia retomar a política de privatizações implementada pelo governo FHC, Alckmin respondeu positivamente e citou os bancos estaduais entre suas prioridades. “A maioria já foi privatizada, mas deveriam ser todos. Tem muita coisa que se pode avançar. Susep, sistema de seguros, tem muita coisa que se pode privatizar”, respondeu. Perguntado se os Correios estariam nesta lista de empresas privatizáveis, o governador paulista foi mais cauteloso, mas não descartou a possibilidade. “Correios acho que teria que amadurecer um pouco. Tem muita coisa que não precisa privatizar”, afirmou sem especificar quais. E, além das privatizações, acrescentou que pretende valorizar as parcerias público-privadas em um eventual governo tucano.

POLÍTICA EXTERNA: PRIORIDADE PARA A ALCA
Mas uma das principais diferenças em relação ao governo Lula aparece mesmo é no plano da política externa, onde os tucanos criticam a proximidade com o governo de Hugo Chávez, da Venezuela, e defendem a retomada das negociações da Alca com os EUA. Após a palestra realizada pelo presidente George W. Bush, durante sua visita a Brasília, no início de novembro, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) elogiou a fala do líder norte-americano, destacando a questão da Alca.
Na avaliação do senador tucano, essa aliança comercial é de interesse do Brasil e “deve ser buscada e perseguida e não suportada ou adiada”. Para Virgílio, a Alca surgirá com ou sem o Brasil. “Sem o Brasil, fará a alegria do México”, comentou, defendendo que a prioridade da política externa brasileira deveria fazer um pacto político com os EUA em troca de vantagens comerciais claras, incluindo aí a queda de barreiras alfandegárias.Em relação ao governo Chávez, a posição tucana ficou muito clara nas palavras de Virgílio. Para ele, Chávez só se sustenta na Venezuela “graças às milícias que procuram intimidar as oposições e ao alto preço do petróleo”. A simpatia do PSDB em relação à Alca manifesta-se também através de outras iniciativas. Em 2003, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, encaminhou correspondência ao presidente Lula apresentando a candidatura de Belo Horizonte para abrigar a sede permanente da secretaria geral da Alca.Na carta, Aécio defendeu, entre outras coisas, que o Brasil deveria incluir, na sua pauta de negociação sobre a criação da área de livre comércio hemisférica a proposta de trazer para cá a sede da organização. “A questão da cidade-sede da área de livre comércio torna-se particularmente estratégica. São evidentes os ganhos oriundos de abrigar a Alca não apenas para Minas Gerais, mas para todo o Brasil”, escreveu o governador mineiro. Essas são algumas das idéias e prioridades que estão sendo alimentadas no ninho tucano para disputar o voto dos brasileiros este ano.

O artigo mostra alguns dos planos do candidato Alckmim: planos de reduzir os direitos dos trabalhadores, além de dar prioridade a Alca e não ao Mercosul, fora a retomada das privatizações....será novamente o neoliberalismo tomando conta do nosso país !

Clair

quarta-feira, março 15, 2006

FHC x LULA - Parte II

Negociações Salariais

por Douglas Soldan

Os trabalhadores tiveram no ano passado as melhores negociações salariais dos últimos dez anos e conquistaram aumento real acima da inflação em 72% dos acordos realizados em 2005. No setor industrial, o desempenho foi ainda melhor -oito em cada dez negociações concederam ganhos reais ao trabalhador. A pressão menor da inflação nos salários, o crescimento da economia pelo segundo ano consecutivo e a criação de postos de trabalho contribuíram para esses resultados, segundo informam economistas, sindicalistas e especialistas em mercado de trabalho.

As informações constam de levantamento nacional do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estaduais Sócio-Econômicos), divulgado ontem, a partir de 640 acordos de categorias profissionais negociados entre janeiro e dezembro em 18 Estados do país.Em 88% dessas negociações (563 acordos), os trabalhadores conseguiram superar ou zerar as perdas acumuladas pela inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) nos 12 meses anteriores a cada data-base.

Em 2004, esse percentual havia sido de 81% -sendo que em 55% das negociações houve ganho real acima do INPC. O índice, calculado pelo IBGE, é o mais usado nas negociações e serve para corrigir o salário mínimo e benefícios previdenciários. Ele fechou em dezembro em 5,53%."É o melhor resultado para as negociações salariais já obtidos desde que a pesquisa foi iniciada em 1996", diz Clemente Ganz Lucio, diretor técnico do Dieese. "A inflação em baixa e a redução dos juros, aliados ao crescimento do PIB, quase que de forma contínua durante nove trimestres, o que não ocorria no país havia 15 anos, tiveram impacto significativo nas negociações", afirma.

Dos 640 acordos analisados, 72% foram superiores à inflação -sendo que a maior parte dos ganhos reais foram até 2% acima do INPC. Entre os acordos que se enquadram nessa faixa de aumento real estão os firmados por metalúrgicos, químicos e operários da construção civil paulista. Os reajustes empataram com a inflação em 16,3% das negociações."O aumento do nível de ocupação, que cresceu 3,3% no ano passado, boa parte com carteira assinada, contribuiu para elevar o poder de negociação dos sindicatos", diz o economista Fábio Silveira, da RC Consultores. Só na Grande São Paulo foram criados no ano passado 250 mil postos de trabalho com carteira assinada, segundo o Dieese."A manutenção do emprego saiu da pauta dos sindicatos e deu lugar à busca por aumento real", concorda Eleno José Bezerra, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo (Força Sindical). Os metalúrgicos conseguiram 8,3% de reposição salarial no ano passado, sendo 3% de aumento real. O recuo do desemprego estimulou o trabalhador a participar das campanhas salariais com mais intensidade, diz Sérgio Luiz Leite, secretário-geral da Fequimfar (federação dos químicos paulistas). Na análise dos técnicos do Dieese, o desempenho favorável das exportações também contribuiu para os resultados positivos das negociações em 2005. "Os metalúrgicos, principalmente das montadoras, se beneficiaram do desempenho das exportações, ainda que tenham crescido em ritmo menor do que o de 2004. O setor calçadista também", diz José Silvestre de Oliveira, supervisor do Dieese em São Paulo.

Outro fator que influenciou as negociações salariais foi o aumento real concedido ao salário mínimo no ano passado (8,23%), segundo José Dari Krein, professor do Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) da Unicamp. "As categorias com mais dificuldade de organização sindical buscam estender o ganho do salário mínimo não só aos pisos profissionais, mas para outras faixas de salário."Por atividade econômica, os aumentos reais foram mais freqüentes na indústria, setor em que 83,5% dos acordos feitos foram acima do INPC acumulado. No comércio, esse percentual atingiu 70,3% e nos serviços, 57,8%."É mais fácil negociar índices de reposição com a inflação em patamares em torno de 5%, caso do ano passado", diz Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo -categoria que obteve, no ano passado, ganho real de 1,2% no reajuste de 5,5% negociado ante uma inflação de 5,01% pelo INPC (acumulado 12 meses antes da data-base dos comerciários, em setembro).

O pagamento dos reajustes -ao contrário de anos anteriores em que a tendência era de parcelamento em até três vezes -foi pago em uma única vez em 95,5% dos acordos. Há três anos, pelo menos um terço dos acordos foram pagos em parcelas. A incidência de abonos negociados para compensar as perdas salariais recuou no ano passado. Em 2005, 11% dos acordos previam pagamento de abonos -percentual que chegou a 16% nos dois anos anteriores. Depois da queda sofrida (Fonte: Folha de São Paulo)
Depois das quedas nas negociais geradas pela má administração anterior, Lula conseguiu reverter o quadro batendo novamente mais recordes! Pedala oposição!

Confira os dados e o gráfico comparativo:




http://pedalaoposicao.blogspot.com/

terça-feira, março 14, 2006

O caixa tucano foi condenado, você sabia?

por Fábio Jammal Makhoul [14/3/2006]


Enquanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) fazia pose de estadista e chamava a ética do PT de corrupta na capa da revista IstoÉ, uma pequena nota no pé da quinta e última página da seção “A Semana” passava facilmente despercebida até mesmo para os leitores mais atentos. Embaixo de três notas necrológicas, o pequeno texto informava: “Condenados a 11 anos de prisão pela 12ª Vara Federal do Distrito Federal o ex-presidente do Banco do Brasil Paulo César Ximenes e seis ex-diretores dessa instituição. Eles foram acusados de gestão temerária devido a irregularidades em empréstimos feitos à construtora Encol entre 1994 e 1995.

Na quarta-feira 1”. Assim como IstoÉ, a grande imprensa não deu muita bola para o caso. Veja, por exemplo, considerou a condenação de toda uma diretoria do maior banco público do país nada importante e não dedicou uma linha a respeito do assunto. Os sete condenados formavam a diretoria colegiada do Banco do Brasil entre 1995 e 1998, com Ximenes no comando da instituição. Período que coincide com o primeiro mandato de FHC. Eles foram condenados em primeira instância por nove atos que caracterizam crimes de gestão temerária e de desvio de crédito ao emprestar dinheiro para a construtora Encol, que faliu em seguida e prejudicou milhares de mutuários. Os acusados foram considerados responsáveis, entre outros crimes, por aceitar certificados de dívida emitidos ilegalmente pela construtora e por prorrogar sistematicamente operações vencidas e não pagas.(...)O homem-bomba A condenação de toda a diretoria colegiada do Banco do Brasil no primeiro mandato de FHC é a menor das preocupações do PSDB.

O mais atemorizante é que, entre os condenados, um personagem se destaca. Trata-se do já conhecido Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do banco.O economista ganhou notoriedade durante as privatizações promovidas por Fernando Henrique, especialmente nos casos da Companhia Vale do Rio Doce e do sistema Telebrás, dois dos maiores negócios do mundo. Em 1998, no episódio conhecido como “Grampo do BNDES”, Ricardo Sérgio foi destaque ao ser flagrado confessando como agiam ao costurar negócios para o leilão das teles: “no limite da irresponsabilidade”.Caixa das campanhas de José Serra (1990 a 1996) e de Fernando Henrique (1994 e 1998), Ricardo Sérgio está envolvido em denúncias que vão desde pequenos problemas com a Receita Federal até a suposta cobrança de uma propina de R$ 15 milhões do empresário Benjamin Steinbruch, para favorecê-lo no leilão da Vale e prejudicar os fundos de pensão dos funcionários de estatais. O empresário teria dito, à época, que estava convencido de que Ricardo Sérgio falava em nome do PSDB e decidiu pagar a propina.

(Leia a íntegra da matéria na edição 36 da revista Fórum - já nas bancas)

Interessante notar o silêncio da grande imprensa. O caixa de campanha tucano e ex-diretor do Banco do Brasil durante a gestão temerária de FHC, foi condenado a 11 anos de cadeia e ganhou apenas notas de rodapé nos grandes jornais e publicações semanais.

Por falar em silêncio da grande imprensa, como será que anda o assunto CAIXA DOIS TUCANO EM FURNAS? Está morto e enterrado? Cadê os deputados e senadores do PT para exigirem a investigação de mais esse esquema nebuloso daqueles que comandaram o governo mais corrupto do Brasil?
O povo quer saber.

João

segunda-feira, março 13, 2006

Carta Capital com denúncia contra ACM some das bancas de Salvador

A DEMOCRACIA INVIÁVEL

O País do donatário ACM e do seu herdeiro está mais para a Idade Média

Por Mino Carta

Em longa e importante entrevista à The Economist*, o presidente Lula diz que a democracia está consolidada no Brasil. Permito-me discordar. Vivemos até hoje as conseqüências do golpe de 1964 e a dita redemocratização não passa de madrugada nevoenta.

Não é preciso espremer as meninges para entender que a democracia é inviável em um país tão desigual, onde o povo traz no lombo a marca do chicote da escravidão e a mídia se empenha compactamente para entorpecer os espíritos e obnubilar as consciências.

E a democracia é inviável onde não há partidos autênticos, e sim clubes recreativos dos donos do poder. Estamos às vésperas das eleições presidenciais e, pelo retrospecto dos últimos anos, já sabemos ser tolice esperar por mudanças substanciais, ganhem gregos ou troianos.

E a democracia é inviável onde ainda campeiam os coronéis de antanho, a se portarem como donatários da colônia. Caso destes dias, a reação do senador Antonio Carlos Magalhães, e do seu neto, digno herdeiro, à reportagem de capa da edição passada de CartaCapital, sobre o enorme prejuízo causado à Previ pela construção do complexo hoteleiro do Sauípe.

Afirma o senador que a reportagem resulta da manipulação de informações promovida pelos “ladrões do PT” e pelo “governo de ladrões” do presidente Lula. “A revista CartaCapital – bradou ACM da tribuna do Senado – vende seu espaço a qualquer pessoa que chegue ao seu balcão, e vende diretamente, através do senhor Mino Carta, que é um homem pouco sério, que tem uma vida difícil, que vive a enganar empresários e a vender-se ao governo.”

Enquanto isso, o redator-chefe de CartaCapital, Mauricio Stycer, recebia o telefonema de uma jornalista do UOL, queria saber que achava a revista a respeito de declarações de ACM neto, a confirmar as acusações do avô. Com um adendo revelador: CartaCapital é de propriedade particular de Luiz Gushiken, o ex-chefe da Secom.

Pergunta Mauricio: “E você, que disse?” “Disse – esclarece a repórter – que se trata de acusações gravíssimas, a serem provadas.” “E ele?” “Ele disse que não precisava provar nada para ninguém.” “Pois então – sugere Mauricio – publique o seu diálogo com o deputado.” O UOL não publicou coisa alguma. Quanto ao aprendiz de suserano, tem com quem aprender.

A esta altura do meu campeonato, é do conhecimento do mundo mineral que sou jornalista honesto e independente, acostumado às calúnias porque são freqüentes e se destinam a explicar o êxito de CartaCapital com o critério de quem o busca por outros meios. Quem sabe, eu pudesse ser rico, tivesse jogado conforme as regras do sistema. No entanto, até hoje preciso de salário para sobreviver. Rico, muito rico, é certamente o senador Antonio Carlos, e tenho a convicção de que o peso do seu poder o ajudou a amealhar fortuna.

Deixo para o deputado petista Emiliano José, da Assembléia baiana, a resposta aos ACMs. “Pretende-se – disse o deputado em discurso pronunciado terça-feira 7 – que CartaCapital seja uma publicação de canto de esquina. Não, é uma das mais sérias publicações da imprensa brasileira, e nem se diga, em nenhum momento, que tem qualquer contemplação conosco, com o PT ou com o governo Lula, que, quando há razões, são criticados.”

O próprio caluniador incumbe-se, porém, de confirmar o acerto da reportagem de Leandro Fortes sobre o mau negócio feito pela Previ no Sauípe, com o aval dos donos do poder baiano. Proclamou o senador da tribuna: “Qualquer coisa boa para a Bahia eu quero. Mas, se eu fosse da Previ, não faria um contrato tão grande quanto aquele”.

Ele insistiu, contudo, nas suas pressões junto ao Fundo, e pouco importa se foram nocivas para milhares de trabalhadores. De todo modo, a candura do senador é comovedora. Nem sempre os senhores são tão espertos quanto se imaginam. Certo é que estão mais para a Idade Média do que para uma democracia contemporânea.

*The Economist é aquela semanal inglesa cujo diretor, Bill Emmott, demitiu-se recentemente ao saber que Veja tem tiragem superior.

P.S.: Leitores baianos informam que a edição de CartaCapital está sendo retirada das bancas de Salvador. Alegação de um jornaleiro: “Erro de impressão”.

sexta-feira, março 10, 2006

Propaganda enganosa

por Bira

















http://fotolog.terra.com.br/biradantas

O jeito PFL de governar

por Glória Leite

Tony Gel - (PFL) -, prefeito de Caruaru, Pernambuco, passou em julho último 23 dias de férias no Canadá com sua distinta família. Ao retornar, estressado, foi para um spa, onde relaxou por mais três semanas.

Em fevereiro, fugindo do trabalho árduo de administrar tão dinâmica cidade, foi para a Europa - por mais - trinta dias. Retornou agora e reassumirá o cargo na Câmara numa grande solenidade partilhada por vereadores e admiradores.

http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

A hipocrisia do mensalão

A imprensa está indignada com a absolvição dos parlamentares envolvidos no mensalão. Falam em acordão, corporativismo, pizza. A verdade é uma só: a absolvição deixa claro que toda a classe política sabe que o mensalão foi um fato fabricado pela dupla dinâmica "mídia e oposição" pra desmoralizar o governo Lula. Está mais do que claro que o dinheiro que rolou do Valérioduto, foi para o caixa 2 de campanha do PT. Aliás, os tucanos também se beneficiaram do Valérioduto no passado como ficou comprovado, então foi necessário bater na tecla da compra de votos para diferenciar o crime petista. Todos eles sabem que a história de que se pagava para a base governista votar a favor do governo é pura balela. Os fatos que comprovam que o mensalão é uma grande mentira são muitos:

1) Como pode o PT ter gasto tanto dinheiro na compra de aliados políticos? A principal função de um aliado governista é votar a favor do governo. Não tem coerência alguma comprar os votos de deputados do próprio partido. Alguém acredita que o Luizinho do PT e o João Paulo Cunha precisaram ser comprados pra votar junto do seu próprio partido? Não tem cabimento algum. O João Paulo Cunha, por exemplo, sempre esteve alinhado aos cabeças do governo e do partido, tanto é que foi presidente da Câmara. Como um cara desse teve que ser comprado? Ninguém na imprensa levantou esse questionamento. Está óbvio demais que todo esse dinheiro era oriundo do caixa 2 feito pelo PT. Um crime eleitoral e que deveria se julgado pela Justiça Eleitoral. Mas como é um crime comum a todos os partidos, a oposição resolveu criar o termo "mensalão" para poder apontar o dedo na cara do PT, já que se fosse comprovado apenas o caixa 2, ninguém em Brasília poderia abrir a boca.

2) A maioria das votações no ano do "mensalão" foram abraçadas pela oposição. A oposição votou maciçamente junto do governo. A reforma da previdência, por exemplo. O governo iria correr um risco absurdo desse pra comprar votos desnecessários para a aprovação de temas de interesse tanto do governo, quanto da oposição? Não tem sentido isso.

3) Os deputados têm que ser absolvidos mesmo. Imaginem a seguinte situação: você é deputado e está precisando de dinheiro pra sua campanha. Você liga para o tesoureiro do seu partido e pede x. O tesoureiro diz que voce está autorizado a retirar o dinheiro no banco tal. Voce vai lá e pega. Como você vai imaginar que esse dinheiro é proveniente de caixa 2? Isso é um problema do partido, os deputados não têm nada a ver com isso.

Não existe nenhuma prova do tal mensalão. Absolutamente nenhuma. Pena que a insistência da oposição e da imprensa acabou por fabricar essa "verdade". Até o ingênuo do Delcídio Amaral tem feito o joguinho da oposição. Ou ele é muito bobinho para acreditar nessa história, ou está agindo de má fé contra o partido. Dizem até que ele é um tucano nato. Eu não duvido.

O único mensalão de fato, e que foi comprovado, foi o de FHC e seus tucanos para a aprovação da emenda da reeleição. Esse sim, comprovadíssimo. Pena que a mídia tucana não fez escândalo, nem cobrou ética dos parlamentares. A reeleição interessava e muito à toda a imprensa.

Falsos moralistas, mentirosos, manipuladores, hipócritas. São muitos os adjetivos que imprensa, tucanos e pefelentos merecem.

João

quinta-feira, março 09, 2006

A morte de Celso Daniel

por Hélio Fernandes

Há algo de podre, muito podre mesmo, na notícia de que parentes do ex-prefeito Celso Daniel, assassinado em 2002, estariam saindo do País por serem ameaçados de morte. Publicada originalmente pela Folha de S. Paulo, no último dia 2, a espalhafatosa, estarrecedora e escalafobética reportagem foi imediatamente copiada por toda a imprensa "falada, escrita e televisada", incluindo longa matéria no Jornal Nacional.

Prestem atenção nesse enredo, com forte pressão da Folha de São Paulo, que noticiou com exclusividade.

1-Primeiro, teria chegado a João Francisco uma carta anônima, ameaçando-o de morte e avisando que Bruno também estaria marcado para morrer.

2-Depois, em janeiro deste 2006, os dois receberam por correio eletrônico nova ameaça, desta vez contra as sobrinhas do prefeito, filhas dos irmãos.


3-"Mais tarde, uma pessoa conhecida da família relatou ter ouvido detalhes do planejamento do seqüestro das jovens", informa a assustadora reportagem, acrescentando que a polícia abriu inquérito e passou a dar proteção a Bruno e Marilena 24 horas por dia, até deixarem o País, com destino ignorado.

Pergunta-se:

1- "uma pessoa conhecida da família contou ter ouvido detalhes do planejamento e do seqüestro dos jovens" e não disse nada à polícia?


2- Pior: na estranhíssima denúncia da Folha de S. Paulo, o irmão caçula que se auto-exilou, Bruno Daniel, "se dizia impressionado porque os perseguidores não eram desconhecidos, mas sim pessoas que a família conhecia de Santo André, no ABC paulista".
3- Ora, se Bruno Daniel conhece seus algozes, por que não os denuncia? Se alguém ouviu detalhes do plano de seqüestro, por que também não aponta seus autores?


Este é o ponto crucial da questão, que a reportagem da Folha tinha obrigação de esclarecer mas
deixou passar em branco, como se fosse um detalhe sem importância, para se fixar apenas no que parecia ser o principal, um pseudocomplô para calar a família Daniel, incluindo filhos, parentes etc.

Essa estranha denúncia da Folha coincide com a abertura de uma campanha eleitoral em que os jornais de São Paulo tudo fazem para destruir o PT-PT e o PT-governo. É jogo baixo, muito baixo. E vem muito mais baixaria por aí, justamente num momento em que PSDB, PFL e PMDB lutam para não serem investigados a fundo. Apesar de todas as provas de que, em matéria de caixa dois, esses partidos deixam o PT no chinelo bem distante.

Esse assassinato, suas diversas e estapafúrdias versões, o que foi dito à CPI (que não era a do assassinato), e o que foi escondido por vários e muitos personagens são de estarrecer. E agora, com essas acusações e as ameaças de morte, a irresponsabilidade chegou ao máximo. A campanha será inesquecível.

terça-feira, março 07, 2006

A propaganda eleitoral hipócrita, suja e covarde do PFL

Hoje, todos puderam ver o tamanho da hipocrisia dos setores mais conservadores da política brasileira no horário nobre da televisão. Mais do que hipocrisia, os novos programas que compõem a propaganda eleitoral do PFL são de profundo mal gosto e de uma covardia incomensurável.

A sigla do partido fica oculta na tela, o que é compreensível para aqueles que sempre se esconderam na história política brasileira. O Partido da Frente Liberal, cujas principais lideranças atuais integraram a Arena (o partido que sustentou a ditadura militar), não tem motivos pra se orgulhar em exibir seu nome na propaganda eleitoral. Mesmo porque, sua assinatura não é a mais indicada para dar credibilidade às inúmeras acusações apresentadas no programa.

As novas inserções exibidas não se dão nem ao trabalho de apresentar um plano de governo para o país, já que isso é o que menos importa para eles. O importante é "se ver livre desta raça (sic) por pelo menos 30 anos”, como afirmou o líder pefelista Bornhausen em mais uma declaração preconceituosa, antidemocrática e antirepublicana. "Esta raça" à qual o senador se refere, é a "raça" que lutou contra ele e seus amigos da ditadura militar para instaurar a democracia neste país. Pela primeira vez na história, o poder mudou de lado e não seria agora que a turminha da Arena iria largar o osso tão fácil. Realmente não há motivos para estampar a sigla na propaganda.

Em certo momento do programa, o ator que representa um cego diz: "Lula pagou campanha com dólares do exterior". Mais uma acusação sem provas, baseada em uma reportagem fantasiosa publicada pela panfletária VEJA, aquela mesma revista que é a preferida da ala mais fútil da classe média brasileira e que tem pautado as investigações da CPI com ajuda dos partidos de oposição. O assunto dos dólares cubanos em caixas de whisky é menos verossímil que a história do "Chapéuzinho Vermelho" , mas para o PFL virou verdade absoluta. A VEJA caiu no ridículo ao dizer que o tio do cunhado, do pai, da prima, do avô, do sogro de uma pessoa falecida afirmou que o Fidel mandou dólares para o PT. E o escândalo da PREVI envolvendo ACMzinho e vovô ACM, até agora não teve espaço na grande imprensa, apesar das provas incontestáveis.

Não é possível que não houve infração eleitoral nesses programas do PFL. A maioria das acusações não foram comprovadas e não podem ser passadas para o eleitor como fato consumado.

A tática do PFL é a mesma que foi utilizada pelo partido nazista e a mesma que vem sendo utilizada pelo governo Bush pra justificar a injustificável guerra no Iraque: "Uma mentira repetida mil vezes se torna verdade".

João