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terça-feira, março 07, 2006

A propaganda eleitoral hipócrita, suja e covarde do PFL

Hoje, todos puderam ver o tamanho da hipocrisia dos setores mais conservadores da política brasileira no horário nobre da televisão. Mais do que hipocrisia, os novos programas que compõem a propaganda eleitoral do PFL são de profundo mal gosto e de uma covardia incomensurável.

A sigla do partido fica oculta na tela, o que é compreensível para aqueles que sempre se esconderam na história política brasileira. O Partido da Frente Liberal, cujas principais lideranças atuais integraram a Arena (o partido que sustentou a ditadura militar), não tem motivos pra se orgulhar em exibir seu nome na propaganda eleitoral. Mesmo porque, sua assinatura não é a mais indicada para dar credibilidade às inúmeras acusações apresentadas no programa.

As novas inserções exibidas não se dão nem ao trabalho de apresentar um plano de governo para o país, já que isso é o que menos importa para eles. O importante é "se ver livre desta raça (sic) por pelo menos 30 anos”, como afirmou o líder pefelista Bornhausen em mais uma declaração preconceituosa, antidemocrática e antirepublicana. "Esta raça" à qual o senador se refere, é a "raça" que lutou contra ele e seus amigos da ditadura militar para instaurar a democracia neste país. Pela primeira vez na história, o poder mudou de lado e não seria agora que a turminha da Arena iria largar o osso tão fácil. Realmente não há motivos para estampar a sigla na propaganda.

Em certo momento do programa, o ator que representa um cego diz: "Lula pagou campanha com dólares do exterior". Mais uma acusação sem provas, baseada em uma reportagem fantasiosa publicada pela panfletária VEJA, aquela mesma revista que é a preferida da ala mais fútil da classe média brasileira e que tem pautado as investigações da CPI com ajuda dos partidos de oposição. O assunto dos dólares cubanos em caixas de whisky é menos verossímil que a história do "Chapéuzinho Vermelho" , mas para o PFL virou verdade absoluta. A VEJA caiu no ridículo ao dizer que o tio do cunhado, do pai, da prima, do avô, do sogro de uma pessoa falecida afirmou que o Fidel mandou dólares para o PT. E o escândalo da PREVI envolvendo ACMzinho e vovô ACM, até agora não teve espaço na grande imprensa, apesar das provas incontestáveis.

Não é possível que não houve infração eleitoral nesses programas do PFL. A maioria das acusações não foram comprovadas e não podem ser passadas para o eleitor como fato consumado.

A tática do PFL é a mesma que foi utilizada pelo partido nazista e a mesma que vem sendo utilizada pelo governo Bush pra justificar a injustificável guerra no Iraque: "Uma mentira repetida mil vezes se torna verdade".

João

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