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quinta-feira, junho 22, 2006

Pelo jeito nem guindaste

por Laerte Braga


O ex-governador e candidato tucano à presidência da República Geraldo Alckmin não percebeu ainda que todo o comando do seu partido e o do principal aliado, o PFL, estão descendo do seu palanque.

A eleição de Alckmin só interessa a ele, a mais ninguém. Um ou dois empresários padrão Daslu e aos sobreviventes da Idade Média, no caso a turma da Opus Dei, no máximo. O resto quer que o ex-governador se arrebente, pois o grande embate na direita vai acontecer em 2010, entre Aécio Neves e José Serra, salvo eventuais acidentes de percurso.


O prefeito do Rio César Maia disparou contra os tucanos e foi no ponto mais delicado da turma. Falou de FHC. “O ex-presidente pensa que é Deus”. César Maia mostrou que FHC foi mero produto das circunstâncias e da sorte, além evidentemente, da cara de pau e do cretinismo corruptos que são suas marcas registradas.


Como está, Alckmin lembra aqueles filmes de mistério, onde o assassino leva o carro até a beira de uma lagoa dessas no fim do mundo, ou pelo menos algo próximo disso, desengrena e pronto. O carro desce, mergulha e vai afundando devagarzinho com Kim Novak dentro. Como Cary Grant não está por perto para salvá-la, vai para o brejo.


O grande dilema nacional, pelo menos até o final da Copa, na hipótese da seleção brasileira lá estar, é se Ronaldo está gordo, está com problemas físicos, está com problemas emocionais e se Juninho Pernambucano deve ou não entrar e no lugar de quem.


O brasileiro, de um modo geral, neste momento, está preocupado com a opinião do Rivelino, que prefere o Robinho. Ou do Jair que puxa o Zé Roberto para a lateral esquerda e barra Roberto Carlos colocando Juninho. E assim por diante.


Alckmin é só um acidente de percurso, não interessa a ninguém.

Quer dizer, além dele e de um ou dois empresários, tem o deputado Roberto Freire. Declarou que vai abandonar a vida pública. Não tem motivação para disputar cargos eletivos. Quis ser candidato a presidente da República e seu partido recusou. A turma sentiu o fracasso que seria.
Freire é deputado desde 1970. Ou seja, há 36 anos exerce mandatos. Sete mandatos de deputado e um de senador. Nas últimas eleições foi o último da lista. Não tem a menor chance de ser eleito em outubro.


Passou a campanha eleitoral de 1989, quando foi candidato a presidente, denunciando a privatização do Estado e votou a favor de todas as propostas privatistas de FHC. Foi do antigo MDB quando o partido era uma frente contra a ditadura, integrante do velho Partidão (Partido Comunista Brasileiro) pelo qual foi candidato a presidente e depois transformou em PPS, hoje mero braço do tucanato.


Vai ajudar, segundo disse, tentar eleger Geraldo Alckmin.


Nem guindaste tira esse carro do fundo da lagoa.


No caso de Roberto Freire: sai com aposentadoria integral.

Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, trabalhou no Estado de Minas e no Diário Mercantil.

http://www.fazendomedia.com/laerte.htm

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