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domingo, maio 28, 2006

Classes B e C vão sustentar aumento do consumo este ano

por Márcia De Chiara para O Estado de São Paulo

A cozinheira Rute Silva, de 21 anos, tem renda familiar na faixa de R$ 1 mil por mês. Segundo ela, a vida melhorou no último ano - ela comprou um DVD a prazo, um guarda-roupa, e até viajou para Vitória nas férias. "Está bom, mas pode melhorar mais", diz Rute, que está com casamento marcado para outubro. Ela e o noivo estão construindo uma casa e já começaram a fazer os planos para mobiliá-la. Por enquanto, já compraram o dormitório, a prazo.

A técnica acadêmica Cristiana Reina, de 35 anos, casada e mãe de dois filhos, também acha que ficou mais fácil melhorar o padrão de vida. Com renda familiar na faixa de R$ 5 mil, ela conta que nos últimos meses trocou de carro. A família tinha um Tempra e adquiriu um Honda Civic usado. "Eu financiei a compra e faltam dois anos para pagar", observa. Além de trocar o carro, Cristiana diz que fez "upgrade" no celular dela e dos filhos. Ela conta que trocou um modelo mais básico de telefone por outro com máquina fotográfica.

Estudo da Target Marketing, consultoria especializada em pesquisa de mercado, mostra que não são apenas as famílias da classe C, aquelas com renda média mensal de R$ 1.140, que devem continuar ampliando as compras em 2006. A classe C já responde por um quarto do consumo do País, ou R$ 300 bilhões, mas agora a expectativa é que o crescimento mude de patamar. Os gastos dos domicílios da classe B, que recebem em média entre R$ 2,2 mil e R$ 3,7 mil mensalmente, deverão registrar a maior taxa de crescimento do consumo entre as classes sociais este ano. Em 2006, os 10,6 milhões de lares da classe B espalhados pelas 5.564 cidades brasileiras deverão desembolsar R$ 429,6 bilhões em compras e serviços, 5,3% mais que em 2005. Essa taxa de crescimento deverá superar o aumento das compras da classe C, estimado em 3,2%. O consumo total nas cidades está projetado em R$ 1,098 trilhão, quase 3% maior que em 2005. A classe B detém 39,1% desse total. "Aumentou a mobilidade social entre as classes nos últimos anos", diz o diretor da consultoria, Marcos Pazzini, com base no estudo "Brasil em Foco", elaborado pela sua consultoria.

O estudo é feito anualmente pela consultoria a partir de dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e cruzados com informações de outras fontes de pesquisa. Para a edição deste ano levou-se em conta que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 3,45%. O estudo aponta exatamente a ascensão das camadas mais pobres da população para os estratos mais altos de renda. Esse movimento vem ocorrendo nos últimos anos e deve continuar em 2006. A queda da inflação e a grande oferta de crédito, que facilitou a compra de bens, são os fatores que sustentam essa migração dos brasileiros entre as camadas sociais, lembra Pazzini.

Das sete classes sociais, de acordo com os critérios da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisas, que classifica os brasileiros pela posse de bens e renda, a expectativa é de aumento do consumo para quatro camadas de renda neste ano, exceto para o topo e a base da pirâmide. Isto é, os mais ricos, a classe A1, com renda média mensal de R$ 11.070, e os mais pobres, as classes E e D, que recebem mensalmente em média R$ 300 e R$ 570, respectivamente. Nas classes B e C , a expectativa é de aumento da participação tanto no consumo como no número de domicílios. Em 2005, a classe B como um todo respondia por 22,9% dos domicílios e 38,2% do consumo.

Neste ano, esse estrato corresponde a 24,1% dos domicílios e 39,1% do consumo. Já a classe C detinha 37,9% dos domicílios em 2004 e deve responder por 39,4% este ano. Em termos de renda, essa fatia da população respondia por 27,2% do consumo no ano passado e 27,3% este ano. Enquanto isso, as classes D e E devem encolher tanto a sua participação no consumo como em número de domicílios. O estudo mostra que a fatia da classe D era de 31,1% em número de domicílios em 2005 e de 10,7% do consumo. Para este ano, a participação no total de domicílios cai para 28,9% e recua para 9,5% no consumo. A fatia da classe E, que era de 3,2% em número de famílias em 2005, se reduziu para 2,7%. Em termos de consumo, a participação de 0,6% em 2005 caiu para 0,5% este ano. Essa maior mobilidade entre as classes sociais explica, segundo especialistas em varejo, o esforço do comércio em colocar produtos mais sofisticados até dentro das lojas tidas como populares. Isto é, só o produto básico não atrai o consumidor, que está a cada dia em busca da melhor relação entre custo e benefício na hora de ir às compras.

3 Comments:

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