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terça-feira, setembro 19, 2006

Começou a hora do vale-tudo

por José Dirceu

Hoje a oposição ao governo Lula perdeu a vergonha. É um descaramento total. A cada passo que eles dão, ficam evidentes os elementos de que há uma armação. A revista IstoÉ trouxe uma denúncia contra o ex-ministro da Saúde José Serra, tanto é que a CPI dos sanguessugas resolveu investigar. A oposição quer esconder isso.

O senador José Jorge (PFL-PE), que hoje é candidato a vice-presidente na chapa do tucano Geraldo Alckmin, afirmou na Folha Online: "Não sei [se terá repercussão na campanha]. Acho que enquanto não aparecer a foto do dinheiro não pega". É isso que eles querem, uma reedição do caso Lunus, do qual o PFL foi a maior vítima. Todos sabem quem armou aquele escândalo para prejudicar a candidatura de Roseana Sarney.

José Jorge, o “ministro do apagão”, não perde a oportunidade para caluniar, escudado na imunidade parlamentar. Depois que o Estadão trouxe hoje um perfil de Freud Godoy, baseado em no mínimo informações que estão na internet, José Jorge apareceu com um perfil completo, afirmando que Freud Godoy teve seu nome envolvido na morte do ex-prefeito Celso Daniel – o que é mentira, como a Folha Online constatou ouvindo o promotor e o delegado que acompanharam o caso. Os dois desmentiram que Freud Godoy tivesse sido citado no inquérito.
Já o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) não esconde os objetivos da oposição. Diz ele que, se o escândalo for “bem administrado pela oposição, pode trazer ganhos para a campanha de Alckmin”. José Agripino Maia, senador do PFL-RN, que andava desaparecido, ressurge para também caluniar e enganar. "Trata-se de um assessor direto do presidente. Essa bomba cai dentro do Palácio do Planalto. Freud é uma pessoa do Gilberto Carvalho (chefe de gabinete do presidente Lula). Nós estamos com a reedição do caso Waldomiro, mas de forma mais explosiva".

Isso não é só irresponsabilidade. É crime.

Agripino falta com a verdade. O chamado caso Waldomiro não tinha nada a ver com o presidente e seu governo. Depois de duas CPIs (a da Loterj, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, e a dos Bingos, no Senado), depois de dois inquéritos no Ministério Público (do RJ e federal), depois de investigações na polícia do Rio e na PF, nada ficou provado contra o governo ou contra a Casa Civil. É só ler os relatórios, os inquéritos e outros papéis produzidos por esses órgãos.
Na verdade, foi dado um atestado de honestidade ao governo e a Casa Civil. Tanto é que a chamada CPI dos Bingos investigou tudo menos a farra dos bingos no país ou o caso Waldomiro. Ficou conhecida como CPI do Fim do Mundo, dada a ânsia da oposição em tentar provar o improvável.

Como podemos ver hoje, a oposição não tem mais nenhum prurido. Nas acusações contra Serra, nada pode ser investigado, já que todos eles são inocentes até prova em contrário. Para eles, vale a presunção da inocência. No caso que, repito, denota uma grande armação, para a oposição todos são culpados, sem o devido processo legal, sem o ônus da prova do acusador e, principalmente, sem a presunção da inocência.
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