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terça-feira, maio 30, 2006

Ganho real do mínimo acumula 32% no governo Lula

No fim do governo Lula os trabalhadores que recebem salário mínimo ou o tem como referência para o reajuste salarial, terão acumulado um ganho real de renda de 32% . Já para aqueles que não ganham salários próximos ao mínimo, a maior parte das negociações salariais realizadas de 2003 a 2006 pagou, em média, apenas 1% reais ao ano.

Além do reajuste menor, os trabalhadores com salários mais elevados tiveram uma parcela maior da renda corroída pela alta de preços em diversos produtos e serviços. Com isso, o poder de compra da “classe média” continuou a minguar desde 2003. Um estudo da “MB Associados” mostra que o conjunto dos serviços que têm seus preços monitorados (IPTU, tarifa de ônibus, energia elétrica e água) subiu 3,65% a mais do que a variação da inflação medida pelo INPC nos três anos e quatro meses do governo Lula. O INPC é o índice que serve de parâmetro à maioria das negociações salariais.

Em relação ao aumento do salário mínimo no mesmo período, os preços monitorados recuaram 2,68%. No governo FHC, os preços dos serviços monitorados também subiram mais em relação à inflação (6,13%) e menos em relação ao reajuste do salário mínimo: 1,75%. "Ou seja, para os que têm reajustes influenciados pelo mínimo, como aqueles que recebem entre um a dois salários, o ganho proporcionado pelo aumento do mínimo superou a alta de gastos com esses serviços", explica Sergio Vale, autor do estudo da MB Associados.

Outro ganho no poder de compra está na alimentação. Os bens consumidos pela população de menor renda variaram 9% desde dezembro de 2002, tomando-se como referência os produtos da cesta básica em Salvador. No total dos produtos alimentícios (onde se incluem bens mais supérfluos), a alta foi de 11,25%. No fim do governo FHC, um salário mínimo comprava em média uma cesta básica e meia em Salvador. Nestes primeiros meses de 2006, pela primeira vez desde 1982, um trabalhador pôde comprar a cesta básica gastando menos da metade do salário mínimo. Ou seja, um mínimo pagou duas cestas básicas na maioria das capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese). Em Salvador, o poder de compra chegou a duas cestas e meia.

Ganho real
De 2003 até 2005, as categorias que conseguiram reajustes expressivos (5% ou mais além da inflação acumulada nos 12 meses anteriores à data-base, o que daria no acumulado de quatro anos um percentual ainda bastante inferior aos 32% do mínimo), foram muito poucas. Das 1.854 negociações analisadas pelo Dieese, apenas cinco conseguiram um aumento dessa magnitude e representaram 0,003% do total. Entre 1997 e 2004, a renda das pessoas que ganham mais de 20 salários mínimos, ou R$ 7 mil mensais, cresceu 7,3% acima da inflação, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Já o rendimento médio dos que ganham entre um e dois salários mínimos avançou, em igual período, 14,7%.

Esse crescimento - inferior ao ganho real do salário mínimo nos mesmo período - permitiu um estreitamento da diferença de renda entre as classes mais ricas e mais pobres. Em 1997, o rendimento de quem ganhava entre um e dois salários mínimos representava 4,17% do rendimento dos mais ricos, aqueles que ganham acima de 20 mínimos. Em 2004, últimos dados da PNAD, essa porcentagem cresceu um pouco e chegou a 4,5%. O governo Lula optou por agir nas duas frentes: salário mínimo e transferências. Isso tem ajudado a reduzir o nível de pobreza e a promover um pouco de justiça social.

As informações são do jornal Valor Econômico

Os incautos ainda têm coragem de dizer que a alta popularidade do governo Lula se deve única e exclusivamente aos programas de transferência de renda, que costumam chamar de "programas de distribuição de esmolas".

Primeiro que essa não é a única ação do governo que beneficia a população mais pobre. Segundo que esses programas de transferência de renda, além de impulsionar o comércio local onde estão localizados os bolsões da fome, rompe com um ciclo histórico da fome no Brasil que é: "não come porque não trabalha, não trabalha porque não come". Tudo isso sem falar no grande crescimento de ofertas de empregos formais.

Apoiar o governo Lula e a sua continuidade é um dever de todo progressista desse país. Uma improvável vitória de Alckmin representaria, além de um retrocesso sem tamanho, o fim das inúmeras conquistas populares conquistadas nesse governo. E olha que ainda há muitas a se conquistar.

João

3 Comments:

At 11/6/06 22:05, Anonymous Anônimo said...

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