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segunda-feira, outubro 30, 2006

Nós, contra o homem da Globo

Este é um pequeno trecho de um artigo que pode ser lido na íntegra no site do Observatório da Imprensa: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br

Por Antônio Carlos Queiroz
e Raimundo Rodrigues Pereira em 28/10/2006

Leia abaixo os textos de sexta-feira selecionados para a seção Entre Aspas.

Este artigo é o tema de capa da próxima edição especial do Retrato do Brasil / Reportagem, publicação da Oficina de Informações, que também analisa a situação atual da imprensa brasileira e as saídas conservadoras para a crise dos grandes jornais diários. Encomendas da publicação pelo e-mail administracao.sp@oficinainforma.com.br

Ali Kamel é um gigante da mídia. Diretor-executivo de jornalismo da Central Globo de Jornalismo, como assina suas declarações, ele comanda, por exemplo, o Jornal Nacional, que seis dias por semana, no começo da noite, diz para dezenas de milhões de brasileiros o que se passou aqui e no mundo.

Além desse extraordinário poder, Kamel é homem de sensibilidade sem par. Veja-se: no dia 29 de setembro, vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, ele decidiu que não se faria menção no JN ao acidente do avião da Gol que matou 154 pessoas porque, como disse em matéria paga publicada na revista CartaCapital:

"Um telejornal como o Jornal Nacional, recordista absoluto de audiência, constrói sua reputação assim: com notícias corretas, sem espalhar o pânico no País. Pôr no ar que um avião de passageiros da Gol "pode" estar desaparecido, sem dizer qual o vôo e qual a rota � simplesmente levar o pânico para milhares de casas Brasil afora. Nâo fizemos isso. Não faremos isso".

É, ainda, um jornalista como não há igual: Neutro, imparcial, como revela no mesmo texto citado:

"N�o sou movido por paixões políticas e o meu compromisso é apenas com a minha profissão: relatar os fatos com correção e imparcialidade, não importando se beneficiam esta ou aquela corrente política".

(Aliás, diga-se de passagem: Kamel teve de pagar a publicação de seu texto porque Mino Carta, o malvado diretor de CartaCapital, não quis publicar na íntegra sua resposta, na forma de uma missiva de modestos 13.953 caracteres; foi em CartaCapital onde publicamos o artigo que ofendeu o gigante!)

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