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sábado, outubro 14, 2006

CARTA ABERTA A GERALDO ALCKMIN

Do site http://tribunapetista.blogspot.com

Geraldo venho por meio desta te dizer algumas verdades que precisas saber.
Em primeiro lugar me dirijo a você como Geraldo, sem lhe dar Senhoria por um motivo óbvio; tenho a mesma formação escolar que a sua, com um pequeno detalhe, enquanto você se formou em uma faculdade do interior de São Paulo, fiz medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro, antiga Faculdade Nacional de Medicina, a mais tradicional deste país; enquanto fizeste residência médica no interior de São Paulo, fiz no HTO, atual INTO, centro de referência em ortopedia no Brasil.
Sou diretor de um hospital do interior de Minas e funcionário concursado do Estado do Espírito Santo, portanto não devo-lhe nenhum tratamento diferenciado já que hoje não exerces nenhum cargo público.
Aliás, pleiteia um, o maior da República, o de Presidente da República.
Ao assistir ao debate realizado no dia 08 de outubro na TV Bandeirantes, e ao ver a forma com que você se dirigia ao EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA LUIS INÁCIO LULA DA SILVA, e com as palavras utilizadas por você, sinto realmente a necessidade de expressar a minha indignação enquanto médico e enquanto cidadão às suas atitudes, com um linguajar e uma forma de indignas tanto de quem ostenta um curso superior quanto de quem quer pleitear o cargo máximo da república.
Sua forma preconceituosa e agressiva não condizem com quer ter o apoio popular para governar um país sofrido e desigual quanto o nosso.
Em primeiro lugar, você é da roça, prefeitinho de cidadezinha do interior descendente de turcos e oriundo de uma classe média conservadora e inepta.
O fato de não pertenceres às famílias tradicionalmente dominantes de São Paulo te transformam num "socialmente aceito", ao contrário do EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA LUIS INÁCIO LULA DA SILVA, cuja origem proletária e nordestina é vista com extremo rancor e preconceito por essa mesma elite.
Por exemplo, a sua filha pode ser aceita como gerentezinha da Daslu a Lurian nem passa perto...
Mas, quando você se referia ao PRESIDENTE DA REPÚBLICA da forma desrespeitosa com que você agiu, você passou a agredir não somente o homem mas, principalmente o cargo que você quer alcançar.
Respeito, você "exigiu" respeito... Mas se dê ao respeito em primeiro lugar, cara! Você não merece respeito a partir do momento que não sabe respeitar.
Imbecilmente você desrespeitava não ao Lula, mas sim ao PRESIDENTE DE MAIS DE 180 MILHÕES DE BRASILEIROS!
Eu, nas minhas andanças pelo mundo, nos meus 44 anos de idade, tinha tido referências sobre seu caráter cordato e educado.
A companhia de um homem como Mario Covas, de quem fui eleitor, parecia que te tinha dado algum brilho.
Mas, ao te ver domingo, me sobraram duas opções: se você é aquele mal educado e desrespeitoso que se mostrou, você é MAU CARÁTER.
Mas, se você representava, o que parece ser mais lógico, simplesmente um papel treinado e orientado por outros, você é SEM CARÁTER.
MAU CARÁTER OU SEM CARÁTER, VOCÊ SE DESMORALIZOU AO TENTAR DESRESPEITAR O CARGO QUE VOCÊ PRETENDE OCUPAR.
RESPEITE PARA SER RESPEITADO, não mereces o MEU RESPEITO até que, publicamente não peça desculpas ao EXCELENTÍSSIMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA SENHOR LUIS INÁCIO LULA DA SILVA e a seus eleitores e não eleitores, ou seja A TODOS OS CIDADÃO BRASILEIROS

ALEGRE, 10 de OUTUBRO DE 2006-10-10
Marcos V. Mannarino Loures.
COMES 5173
CRMMG 24123

2 Comments:

At 14/10/06 11:19, Anonymous Valdomiro M Silva said...

Sei que a carta não é um abaixo-assinado, mas, por concondar integralmente com o texto e compartilhar totalmente com a indignação nela expressa, assino embaixo.

 
At 15/10/06 11:59, Anonymous jose carlos lima said...

Há quem tenha se surpeendido com a disenteria oral de Ferreira Gullar atacando Lula hoje, 15/10/06, na Folha de São Paulo. Eu não me surpreendi nem um pouco. Ferreira Gullar é persona non grata no meio artístico, pelo menos junto aqueles que, como Lygia Clark e Hélio Oiticica, romperam com o concretismo e avaçaram no sentido do neoconcretismo, movimento que desaguou, por exemplo, na Tropicália. Os parangolés, de Helio Oiticica, são a expresão da ruptura com um passado rígido, este passado, se não me engano, dos idos dos anos 50, ao qual, lamentávelmente, Ferreira Gullar ainda está preso. Isto sim, um artista frustado, infeliz. È isto o que é Ferreira Gullar. Não me surpreendo nem um pouco com esta visão tosca do "poeta." Visite meu blog http://abandon.zip.net

 

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