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terça-feira, setembro 05, 2006

DANTAS PODE TORNAR A TRANSIÇÃO MENOS “EDUCADA”

A transição Lula/Lula vai (ou pode) ser diferente da transição FHC/Lula.

Foi o que o presidente Lula deu a entender na segunda-feira, 28 de agosto, no Hotel Sofitel, em São Paulo, ao se encontrar com intelectuais e economistas.

Logo no começo da exposição, ele disse:

- Vocês se lembram da transição “educada” que houve quando o Fernando Henrique passou o Governo para mim ? Foi “educada”, porque eu não quis “futucar” o que havia lá no Governo Fernando Henrique. A situação era de instabilidade econômica e não deu pra “futucar”. (Essa reprodução não é literal. É produto da reconstituição de um intelectual presente.)

Se Lula vencer no primeiro turno. E se não houver instabilidade econômica, é possível que a transição Lula/Lula não seja “educada”.

O que, provavelmente, explica a irrefletida reação do ex-presidente Fernando Henrique, que, nos últimos dias, pregou duas vezes o golpe de Estado: quando invocou Carlos Lacerda; e quando sugeriu a Geraldo Alckmin que fizesse como os adeptos da Ku Klux Kan, no período da Reconstrução, nos Estados Unidos, contra os abolicionistas, ou os negros “share croppers”: botar fogo no paiol, no celeiro, no palheiro – o que for mais eficaz ...

Se Lula quiser, de fato, “deseducar” a transição, basta recomendar ao Ministro da Justiça que deixe Paulo Lacerda, superintendente da Policia Federal, trabalhar em paz.

Paulo Lacerda tem em mãos documentos que permitem investigar a possibilidade de Dantas “criar”, no exterior, quantas contas de brasileiros quiser.

Nesta sexta-feira, dia 1 de setembro, um delegado da Polícia Federal ouviu Daniel Dantas, no Rio, sobre o mensalão.

Basta ouvir Daniel Dantas também sobre algumas contas que ele, segundo a revista Veja, ajudou a produzir para a Veja.

E consultá-lo sobre os melhores momentos da privatização das teles.

E sobre um encontro com o Presidente Fernando Henrique, no Palácio da Alvorada, que precedeu o massacre da “Noite de São Valentim”, em que cairam fuzilados os diretores da Previ, que, se empossados, se oporiam a Daniel Dantas.

É o que Fernando Henrique mais deve temer. E é a maneira mais rápida de “deseducar” a transição: abrir a caixa-preta (quer dizer, o disco rígido) de Daniel Dantas.

Paulo Henrique Amorim+
(Reproduzido do Blog "Em 2006, voto Lula outra vez")

O encontro referido no texto foi citado na revista Carta Capital de 19 de junho de 2002, de no. 194, ano VIII, na página 28. Nesta edição, a revista trata da batalha judicial entre o Daniel Dantas e a Grand Court de Cayman. Nela, o "juiz conclui que o Autor, o Opportunity, agiu para enganar o tribunal." (anotação à direita da página 23). Abaixo, algumas linhas do final da reportagem (pg.28) :

"(...) Que não existam dúvidas. Pelas quantias e pela grife dos envolvidos na Batalha Mãe e suas derivadas, esta é a maior disputa empresarial da história do capitalismo brasileiro; ainda que envolva multinacionais.

Mas a batalha não está restrita ao mundo empresarial, e talvez ninguém devesse esperar por isso.

Na sexta-feira 3 de maio, às 18 horas (do Brasil) se encerrava em Cayman o julgamento da Mãe de Todas as Batalhas. Curiosamente, na noite dessa mesma sexta-feira se encontraram em Brasilia, para um jantar, no Palácio da Alvorada, o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e Daniel Dantas.

Exatamente um mês depois, a 3 de junho, o governo interveio na Previ - a caixa de previdência de funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões. O Opportunity, não é segredo algum, mantinha há tempos uma disputa, inclusive judicial, com a diretoria da Previ agora deposta.

Findou-se em Cayman, nas mãos do juiz Kellock J. um capítulo. Outros virão. Do que há de visceral nesta história pouco ainda se viu. Há ainda muito da verdadeira história do Brasil de final do século XX, início do século XXI, a ser revelado."

Nesta mesma reportagem, cita-se uma edição extra anterior, cuja manchete "BRASIL: A MAIOR LAVAGEM DE DINHEIRO DO MUNDO" trata de dinheiro lavado na fronteira de Foz de Iguaçu e enviado para o Midland Bank Trust Corp (Cayman) Limited, na conta 50415, do Opportunity Fund. Nela, constata-se que o jornalista Paulo Henrique Amorim havia questionado várias autoridades do governo a respeito do nome dos brasileiros e das origens de seus recursos depositados em Cayman . Há inclusive, no texto, uma referencia a um político de grande envergadura ligado ao Banco Araucária. O jornalista, em e-mails feitos no UOL News, dirigiu-se ao presidente da CVM, José Luiz Osório, ao presidente do Bacen, Armínio Fraga, ao secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, à presidente do Coaf, Adrienne Senna, e ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, . Esses e-mails foram com cópias para o presidente da República Fernando Henrique Cardoso. (pg.24)

Essa reportagem des-vela também aquela suspeitíssima defesa do orelhudo Daniel Dantas, nas CPIs, orquestrada por "coronéis" historicamente "famosos" do PFL e acompanhada caninamente por políticos do PSDB.

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