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segunda-feira, maio 15, 2006

Bandidagem e choque de gestão

Os fatos violentos que estão ocorrendo em São Paulo demonstram que o “choque de gestão” tucano, neo-liberal para ser mais exato, tem conseqüências terríveis. Vejamos o que diz o trecho de um artigo da Folha Online, de 14/05/2006, da jornalista Cláudia Colluci, sob o título “Para policiais, governo paulista é incapaz”:

“(...) Para [delegado] Rissio , o Estado perdeu o controle do sistema prisional, e a Justiça e o Ministério Público também não estão cumprindo seu papel. 'Cadê os promotores que deveriam fiscalizar as cadeias? Por que a Justiça concede tantos indultos aos presos?'(...)"

A estréia dos neo-liberais no governo brasileiro data-se da administração de Sarney, mas foi no "des-governo" dos tucanos que a ideologia do pensamento único foi imposta a nosso povo. Tentou-se ganhar corações e mentes através da grande mídia, a qual preparava a população para a aceitação deste novo paradigma. Uma das alternativas utilizadas foi a divulgação de anúncios financiados pelo governo federal, entre os quais um elefante aparecia como uma alegoria representativa de um Estado moroso e dolente. Tal propaganda ilustrava com clareza uma das frases preferidas dos governantes e seus serviçais midiáticos: “O Estado precisa ser enxugado para que seja eficaz em sua atuação”.

Para aparecer mais como aviso do que ameaça, surge o "príncipe" e "déspota esclarecido", FHC, para afirmar que "muitos serão excluídos" (do bacanal neo-liberal, é lógico). O que estamos constatando agora é que aqueles que foram excluídos estão começando a cobrar a conta da Sociedade, já que o Estado não os protegeu ou ofereceu-lhes condições mínimas de sobrevivência. Logo, a classe média, idiotizada como sempre pela mídia rasteira e superficial, vai pagar o “mico” tucano/pefelista se continuar adotando o catecismo dos sacerdotes do Mercado. É possível que esse tipo de manifestação venha ocorrer em outros estados. Isso só confirmaria o que resultou da aplicação da receita neo-liberal em todo o país, fruto do "dever de casa" que o Consenso de Washington passou para seus aplicados discípulos.

3 Comments:

At 15/5/06 03:09, Anonymous Anônimo said...

Ótimo texto. O governo tucano/PFL não quer o auxílio da polícia federal , o que nos prova que além de não terem espírito federativo, pouco se importam com a segurança da população.

 
At 15/5/06 09:55, Blogger João Carlos said...

Realmente Zé.

O mais revoltante foi ver as entrevistas dos pré-candidatos à presidência da República, em que o único candidato que teve a ousadia de explorar eleitoralmente os acontecimentos em SP foi justamente o Geraldinho Alckmin, um dos maiores reponsáveis pela situação lamentável em que se encontra a segurança pública no Estado. Ele teve a coragem de responsabilizar o governo federal.

Lembro quando este cara de pau dizia que o PCC não existia mais, já que a PM havia controlado a organização através da prisão dos seus principais líderes.

Agora todos clamam por maior repressão ao crime organizado. Mas nunca vi esse mesmo clamor para denunciar o genocídio que acontece dia a dia nas periferias de São Paulo contra negros e favelados, patrocinado pela Polícia Militar.

Enquanto não entendermos que as melhores políticas públicas para a questão da segurança está no combate às desigualdades, a situação tende a piorar. A repressão policial não é, nunca foi e nunca será a solução. Não haverá paz em uma sociedade sem justiça social.
Parafraseando Osama Bin Laden, será que nenhum desses "especialistas" em segurança pública se perguntou o porquê de não haver PCC na Suécia?

João

 
At 15/5/06 10:06, Anonymous Luciana C. said...

Parabéns pelo texto. Ele relembra importantes fatos da história brasileira "esquecidos" por nossas "academias". É interessante ver como alguns elementos, aplicados em nosso cotidiano, podem nos preparar psicologicamente para a adoção de determinadas medidas governamentais: sem dúvivda alguma, as propagandas estatais fizeram muita diferença na aceitação popular das privatizações. Agora todos nós pagamos a conta daqueles que votaram e apoiaram a política do Estado mínimo...

 

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