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quarta-feira, março 29, 2006

PSDB deixa de lado debate sobre projetos e anuncia ataque a Lula

PSDB deixa de lado debate sobre projetos e anuncia ataque a Lula

Sob o comando do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, lideranças tucanas afirmam abertamente que, nos próximos meses, principal estratégia da campanha será uma grande ofensiva contra o presidente Lula. Diante do cenário de agravamento da crise política, qual a possibilidade de uma contra-ofensiva por parte do PT e do governo Lula?
Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior

PORTO ALEGRE - Após a demissão do ministro Antônio Palocci, está definida a estratégia do PSDB para as eleições presidenciais deste ano: nada de debate sobre projetos; de hoje em diante a ordem é uma só, bater em Lula, e bater forte. As lideranças tucanas avaliam que cometeram um erro em 2005 quando não adotaram essa estratégia no auge da crise do mensalão. Agora, a ordem é partir para cima do presidente da República. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos principais defensores dessa linha de atuação.Na noite de segunda-feira, o presidente nacional da legenda, senador Tasso Jereissatti (CE) deu a senha para o início do ataque: “com a demissão de Palocci, caiu o último pilar do governo Lula”. Em outras palavras, agora o alvo é o próprio presidente da República. Paulo Okamoto, o filho de Lula, CPI dos Correios, CPI dos Bingos: todos esses temas são armas de campanha daqui em diante, admitem abertamente as lideranças tucanas. A guerra foi declarada.Reina grande excitação no ninho tucano. No site nacional do partido, há gritos de guerra por toda a parte. Falando de Nova York, Fernando Henrique Cardoso disparou: “O que Lula está perdendo é o seu partido e o respeito. É muito difícil ser o chefe de Estado nesta situação. Vamos ver se ele é capaz de se recuperar, mas ele tem sido auto-destruidor”. No mesmo tom, Jereissatti acrescentou: “O presidente Lula deve explicações à sociedade brasileira por tudo isso que está acontecendo no país”.Para o senador tucano, instituições como a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, a Petrobras e os Correios estariam sendo “enlameadas” pela ação do atual governo. E o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) voltou a pedir que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) investigue a movimentação bancária de Paulo Okamoto, um dos caminhos preferidos dos tucanos para tentar atingir Lula (por conta de uma dívida de R$ 29,4 mil paga por Okamoto).O PSDB conta com o apoio de outros partidos de oposição nesta ofensiva. O senador Jefferson Peres (PDT-AM) defendeu nesta terça que o presidente Lula seja investigado. Para ele, o que está acontecendo é uma crise de governo. “O que aconteceu com a quebra de sigilo do caseiro é muito grave. A cadeia de comando chega ao ministro da Fazenda. Todas as personagens envolvidas neste triste episódio são ligadas ao partido e ao governo. Queremos saber se Lula tinha conhecimento”, disse Peres.O deputado federal José Carlos Aleluia (PFL-BA) também bateu forte: “Estamos chegando ao limite do desnudar do governo Lula. As pessoas estão começando a descobrir que Lula não montou um governo, mas montou uma organização quase criminosa. Um grupo de pessoas que, com ele, não têm compromisso com a ética. O problema não está em José Dirceu e nem em Antoni Palocci. Está em Lula”, disse Aleluia em entrevista à rádio Gaúcha, de Porto Alegre.A CONTRA-OFENSIVA DO PTAinda atordoado com os recentes acontecimentos que interromperam a tendência de recuperação do governo, apontada nas últimas pesquisas, lideranças petistas começam a esboçar uma contra-ofensiva. As denúncias feitas em reportagem da "Folha de São Paulo" sobre o uso irregular de verbas de publicidade no governo de Geraldo Alckmin (PSDB) pode ser o ponto de partida dessa contra-ofensiva. Na segunda-feira, lideranças do partido defenderam que o Ministério Público e a Polícia Federal investiguem a denúncia de que o governo Alckmin direcionou recursos da estatal Nossa Caixa para favorecer jornais, revistas e programas de rádio e televisão mantidos ou indicados por deputados da base governista na Assembléia Legislativa de São Paulo.O líder da bancada do PT na Câmara Federal, deputado Henrique Fontana (RS), defendeu a investigação do caso. “Não vamos fazer como os PSDB e o PFL que partem sempre do pressuposto da culpabilidade em relação ao nosso governo. A denúncia é grave mas é importante que seja investigada pelo Ministério Público e Polícia Federal”, disse ele, em entrevista ao Jornal do Brasil.Outro flanco tucano em São Paulo está relacionado às sucessivas CPIs engavetadas na Assembléia pela base de apoio do governo Alckmin. “É estranho que tão pouca coisa apareça das várias irregularidades ocorridas nos 12 anos de governo do PSDB em São Paulo”, observou o deputado Luciano Zica (PT-SP), lembrando propostas de instalação de quase 50 CPIs. Alckmin, lembrou Zica, tem uma maioria folgada na Assembléia Legislativa. “É contraditório a imprensa dar uma dimensão tão grande ao que acontece no nosso governo e fatos como esse do governo tucano demorarem a aparecer”, acrescentou.Mudando o teor de suas primeiras declarações sobre o caso, quando disse que nenhuma investigação era necessária, o governador Geraldo Alckmin admitiu nesta terça que a denúncia seja investigada pela Assembléia. “Não tem nenhum problema que a Assembléia investigue, chame as pessoas, abra CPI. O governo é totalmente transparente”, afirmou o candidato tucano à presidência da República.Mas talvez a melhor estratégia para o PT e para o governo Lula não seja aderir à guerra total convocada pelos tucanos e seus aliados. Várias pesquisas de opinião indicam que a maioria da população está cansada de “baixaria” no debate política e quer ver a apresentação de propostas e projetos para o país. Se o PSDB centrar sua estratégia nos próximos meses em ataques diretos contra Lula e se, fundamentalmente, a economia andar bem das pernas, o PT pode centrar seu discurso na apresentação de projetos para o país, projetos para um segundo mandato de Lula, e na comparação com os números do governo FHC.Neste sentido, a saída de Palocci e o ingresso de Guido Mantega na Fazenda pode ser um ponto positivo para uma contra-ofensiva desta natureza. Muito próximo a Lula, Mantega participou ativamente dos debates do Instituto Cidadania sobre um projeto de desenvolvimento para o país. Sua posição em defesa de uma redução mais rápida das taxas de juros conta com apoio de entidades empresariais e sindicais. Ou seja, se a economia confirmar a tendência de recuperação prevista para este ano, o PT e o governo teriam aí um espaço para sair da atual posição defensiva.Pesa também contra os tucanos e seu candidato o fato de que algumas de suas propostas para o país – que incluem novas privatizações, redução do tamanho do Estado e retomada das negociações com os EUA para a criação da Área de Livre Comércio das Américas – não contam com muita simpatia entre a população. Tudo isso vai depender, obviamente, que as principais lideranças do governo e do PT não cometam mais erros primários, abrindo novos flancos para tucanos e aliados. Nesta terça, o deputado federal Carlito Mers (PT-SC) resumiu assim o sentimento de muitos petistas diante dos últimos acontecimentos:“É muito erro atrás do outro, né? A sensação que eu tenho é de não acreditar no que aconteceu até agora. Isso só pode ter sido sabotagem. Foi muita ingenuidade. Porque ao invés de pedir investigação da Polícia do laranja do PSDB e PFL ele foi entregar documentos sigilosos para outros jornalistas? Não é possível tanta incompetência, meu Deus! Se o PT e o governo continuarem dando tiro no pé podemos ir embora para casa dormir”, desabafou, antes de entrar em uma reunião da bancada federal do partido para discutir os novos rumos da crise.

Até quando veremos esse tipo de disputa eleitoral? Como o próprio artigo diz, a população brasileira está cansada. PSDB quer atacar Lula, mas ainda não percebeu que como partido "de oposição" disputando eleições, deveria estar preocupado e trabalhando em projetos para o nosso país. É preciso estudar e procurar soluções e não usar como estratégia essa coisa ridícula de ataques ao Lula. Chega de ataques, queremos ver avanços!
Clair

1 Comments:

At 5/10/06 15:24, Anonymous Juliana said...

Poste sua foto! Envie uma imagem sobre eleição para o fotolog do Abril.com e veja sua foto publicada com seu nome! http://www.abril.com.br/eleicoes2006/fotolog/21179_post1.shtml

 

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